Zacharias, da Grécia antiga para a nossa mesa.

 Zacharias, da Grécia antiga para a nossa mesa.

Recentemente degustei um vinho grego, da uva Agiorgitiko. Inicialmente estranhei o nome da uva, natural, pois jamais havia bebido um vinho produzido a partir desta casta. Estranhar o nome é bastante normal, não aceitar o novo, pesquisar, descobrir e degustar diferentes vinhos seria estupidez.

“Nenhuma mente que se abre para uma nova ideia voltará a ter o tamanho original.”

Albert Einstein.

Parodiando o Prêmio Nobel de Física de 1921, diria que: os apreciadores de vinho que se propõem a conhecer diferentes tipos de uvas, suas papilas gustativas se abrirão para novas degustações sempre. Caro leitor quero compartilhar com você minha experiência de aceitar e querer conhecer sempre mais sobre o mundo dos vinhos.

Falar sobre vinhos e não citar a Grécia antiga seria uma blasfêmia, pois, a mais ou menos 4000 anos A.C. os gregos já dominavam a técnica da vinificação. Dionísio, filho de Zeus foi proclamado o Deus do vinho por ter o conhecimento da vitivinicultura e por propagar o consumo desta bebida dos deuses.

Templo de Zeus Foto: Reprodução

Voltemos ao vinho em questão. O Zacharias 2018 é produzido por Zacharias Winery proveniente da uva Agiorgitiko de cor rubi escuro, graduação alcoólica de 14% p/vol. Estágio de amadurecimento de 12 meses em barrica de carvalho francês. Temperatura de serviço entre 16°C a 18°C.

Tem aromas complexos com notas de frutas maduras, defumado e ligeiro tostado. De boa estrutura, taninos macios, equilibrado e persistente na boca. Justamente é o amadurecimento em barricas de carvalho francês que permite ao vinho este equilíbrio e maciez, assunto de outra coluna quando falamos sobre a fermentação alcoólica e malolática.

Harmonização ideal para acompanhar carnes de caça, paleta de cordeiro, costela no bafo e queijos tipo parmesão. Este vinho tem a assinatura do enólogo Ilias Zacharias, considerado o melhor engenheiro agrônomo de Nemea, região grega antiga na parte nordeste do Peloponeso de solo rico e ideal para o cultivo de uvas viníferas, como é o caso da Agiorgitiko, nativa dessa região.

Foto: Reprodução

Caro leitor, as festas de fim de ano se aproximam e minha sugestão é que coloque na sua cesta de Natal o vinho Zacharias 2018 que está pronto para se beber e potencial para envelhecer em garrafa e o seu preço cabe no orçamento de qualquer apreciador de vinhos.

Brindemos aos deuses do vinho Baco e Dionísio, mas, lembre-se, se beber não dirija.

2 Comentários

  • Que agradável surpresa abrir o MovNews e deparae com matéria falando sobre um vinho de uma uva pramim totalmente desconhecida…

    Mió ainda saber que serei convidado pelo autor da coluna para degustar o vinho comentado.

    Entonces, costumo dizer que mió duqui isso daí só dois – ou três – disso.

    Abração.

    Don Oleari

  • Meu caro Oleari, a uva Agiorgitiko tbm era uma ilustre desconhecida para mim. Confesso minha agradável surpresa em degustar o vinho desta milenar casta.
    Com certeza degustaremos um ou mais vinhos e papeando sobre a cultura dos gregos, conhecedores a mais de 4000 A.C da técnica da vinificação.
    Muito obrigado pelo seu incentivador comentário.
    Paulo Angelo.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *