quarta-feira, 12 de junho de 2024
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Faustão furou a fila? Como funciona a lista de espera de transplantes no Brasil

Após o transplante de coração do apresentador Fausto Silva ser um sucesso, muita gente questionou a rapidez que o procedimento foi feito. A cirurgia foi realizada neste domingo (27).

O assunto foi um dos mais comentados da internet, onde muita gente afirmou que ele só conseguiu agilidade no processo porque tem dinheiro. Para o transplante de coração é considerado o quadro de gravidade do paciente. Existem níveis de riscos que definem a ordem de prioridade e o Faustão estava nesta fila já bastante tempo.

Além de tudo, o sistema que faz o cadastro de quem precisa receber transplantes é automatizado e auditável. Não tem como “furar fila”. Por conta da polêmica, o Ministério da Saúde emitiu uma nota sobre a cirurgia do apresentador.

Ao todo, doze pessoas atendiam os requisitos necessários para receber o órgão doado a Faustão. Ele era, de acordo com Central de Transplantes do Estado de São Paulo, o segundo paciente da fila. A equipe médica responsável pelo primeiro da fila recusou o órgão. O motivo da recusa não foi informado, mas geralmente alguns fatores são levados em consideração, como tempo de deslocamento ou possibilidades de rejeição do órgão.

Faustão enquanto aguardava transplante. Apresentador se recupera bem. Foto: divulgação.

“A seleção gerada para a oferta do coração deste receptor, através do sistema informatizado de gerenciamento do sistema estadual de transplantes, trouxe 12 pacientes que atendiam aos requisitos. Destes, quatro estavam priorizados, sendo que o paciente ocupava a segunda posição nesta seleção”, diz a nota.

Ao final do comunicado, o governo federal “reforça que faz a gestão de todos os transplantes no país justamente para que todos os pacientes, do SUS ou da rede privada, sejam atendidos em situação de igualdade”.

Mas como funciona a prioridade no transplante de coração?

A lista é selecionada por ordem de chegada. Também é levado em consideração a gravidade do quadro, tipo sanguíneo e distância geográfica. O órgão precisa ser retirado do doador e transplantado no receptor em um intervalo de até 4 horas, isso é chamado de tempo de isquemia, o tempo de duração deste órgão fora do corpo.

Brasil tem maior sistema público de transplante de de órgãos do mundo

A estrutura, gerenciada pelo Ministério da Saúde, assegura que 90% das cirurgias atendam à rede pública. No primeiro semestre de 2023, foram realizados 206 transplantes de coração no país, aumento de 16% em relação ao mesmo período do ano passado. Os pacientes, por meio do SUS, recebem assistência integral, universal e gratuita.

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