quinta-feira, 30 de novembro de 2023
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Vacina contra o Alzheimer apresenta resultados promissores em testes iniciais

Um grupo de cientistas japoneses alcançou resultados animadores na primeira fase de testes de uma vacina com potencial para mudar o curso da doença de Alzheimer. O foco dessa nova imunização são as células cerebrais inflamadas que estão associadas ao Alzheimer. Os resultados da pesquisa foram apresentados durante uma sessão científica da Associação Americana do Coração neste domingo (30).

Os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Juntendo, em Tóquio, Japão, já haviam desenvolvido uma vacina que demonstrou eficácia em eliminar células senescentes – aquelas que estão envelhecidas e não funcionam adequadamente. Essas células são conhecidas por contribuir para o desenvolvimento de diversas doenças relacionadas à idade, incluindo aterosclerose e diabetes tipo 2.

A descoberta mais recente do grupo foi de que células senescentes também são encontradas em alta quantidade em pessoas com doença de Alzheimer, o que levou os pesquisadores a investigarem seu potencial em relação a essa condição.

Os primeiros ensaios, conduzidos em camundongos, apresentaram resultados animadores. A vacina foi eficaz em reduzir o número de células senescentes no cérebro dos animais. Além disso, os camundongos vacinados apresentaram menos placas amiloides – depósitos anormais de proteínas beta-amiloide que se acumulam no cérebro – e menos inflamação no tecido cerebral. Observou-se também melhorias no comportamento e na memória dos animais.

A próxima etapa do estudo envolverá testes em seres humanos, na qual os cientistas esperam obter resultados igualmente promissores.

Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa caracterizada pelo acúmulo de fragmentos de proteínas beta-amiloide no cérebro. Esses agregados ou placas interrompem a função celular e afetam a capacidade cognitiva.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 55 milhões de pessoas vivem atualmente com demência em todo o mundo, sendo que entre 60% e 70% desses casos são de Alzheimer. Com o envelhecimento da população, estima-se que a demência afetará aproximadamente 78 milhões de pessoas nos próximos oito anos e 139 milhões até 2050.

O sucesso nos testes em humanos seria um marco significativo para retardar a progressão da doença ou mesmo prevenir a doença de Alzheimer. Contudo, ainda há um caminho a percorrer antes que a vacina esteja disponível para uso generalizado, sendo necessários mais estudos e pesquisas. Os cientistas japoneses acreditam que suas descobertas podem oferecer uma esperança real para enfrentar esse desafiador problema de saúde global.

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