sexta-feira, 19 de agosto de 2022
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Atividade física e sono regulado melhoram a saúde mental das pessoas

Já ouviu falar de Dopamina? Oxitocina? Serotonina? Endorfina? Não são nomes de remédios, mas isso tudo ajuda você a estimular a química da felicidade no seu cérebro.

Na verdade, são hormônios que ajudam as pessoas a ter melhor controle da saúde mental e estão diretamente relacionados à forma como a pessoa reage às exigências da vida e ao modo como harmonizam seus desejos, capacidades, ambições, ideias e emoções.

A dopamina é um neurotransmissor que atua no sistema nervoso central, modulando as funções de neurotransmissão relacionadas à atenção, ao aprendizado e à emoção.

Já o hormônio ocitocina é produzido naturalmente pelo corpo quando a pessoa encontra-se relaxada e segura. Uma das recomendações é meditar. Outra dica é abraçar alguém que você goste.

A serotonina atua regulando o humor e a ansiedade, sendo importante também para equilibrar o sono e o apetite. Para isso, a orientação é a pessoa estimular mais a gratidão e desfrutar da natureza.

Por fim, a endorfina faz parte do grupo de hormônios da felicidade e dá aquela sensação gostosa de bem-estar. O ideal é praticar atividade física, sorrir com pessoas que você goste e cantar.

A reportagem do MovNews entrevistou o médico psiquiatra Rodrigo Eustáquio Telles Vieira para saber como a pandemia afetou, principalmente, a saúde mental das pessoas.

“Na pandemia e seus desdobramentos, as esferas política, social, econômica e de saúde tiveram impacto direto na saúde mental das pessoas. Por exemplo, um aumento significativo no índice de ansiedade, estresse e depressão”.

O médico psiquiatra Rodrigo Eustáquio Telles Vieira para saber como a pandemia afetou, principalmente, a saúde mental das pessoas.

Uma dica para driblar essas questões é se exercitar. Quem sentiu a diferença após começar a fazer a atividade física foi Clarissa Pacheco Rehen, de 40 anos, decoradora de festas. Ela emagreceu 10 kg e isso melhorou a sua autoestima. A nova rotina inclui treinos de segunda a sexta, às 6 da manhã e ir para o trabalho de bicicleta.

“Devido à pandemia eu engordei muito em 2020. Olhei no espelho e me vi gorda. Juntou que fiquei sem trabalhar por dois anos. Minha autoestima baixa. Além disso, estava comendo até as paredes. Aí comecei a fazer a atividade física na praça com um personal. Não gostava de malhar. Nunca gostei. Entrava e saía de academias. Fazer atividade ao ar livre me dá mais disposição para fazer as coisas, e muito mais feliz. Hoje virou terapia ir malhar”, conta Clarissa, sorridente ao lembrar como mudou de vida, e para melhor.

Em seu consultório, Eustáquio incentiva os pacientes a praticar atividade física frequentemente, de preferência aquela que a pessoa sinta mais prazer em praticar. Exercícios rotineiros combinados com um sono regulado têm impacto direto na saúde mental e, consequentemente, na qualidade de vida.

“No meu consultório, estou incentivando meus pacientes a fazer atividade física regularmente, principalmente aquela que dá mais prazer para a pessoa. Tenha uma rotina, seja de três a quatro vezes por semana. Pode ser uma caminhada, uma corrida ou algum outro esporte, preferencialmente aquele que a pessoa goste de fazer. A atividade física, junto com uma qualidade regular do sono, tem um impacto essencial na saúde mental, além de melhorar a qualidade de vida, a autoestima e a socialização”, explica. 

A terapeuta energética e instrutora de ioga e meditação Cátia Menezes reforça esses cuidados. “Em tempos de isolamento social, muita gente conseguiu, de fato, perceber que saúde física e mental andam juntas. Eu super indico ioga e meditação. Isso vai além do exercício físico, pois trabalha a consciência corporal, o estado de presença, sem contar que é uma verdadeira filosofia de vida, que ativa diversas virtudes em nossa vida. 

Engana-se quem pensa que a meditação é algo muito difícil, por, supostamente, só poder ser praticada – pelo menos de forma que dê resultados – em total silêncio e em posições corporais definidas, estáticas. Isso, no entanto, são apenas mitos. Cátia explica que não é bem assim, e que a meditação é algo muito mais prático e acessível do que se imagina.

A terapeuta energética e instrutora de ioga e meditação Cátia Menezes reforça esses cuidados.

“Você pode estar em um estado meditativo, cozinhando, tomando banho. Meditar é você estar em um estado modificado de consciência, onde sua mente se concentra em um único ponto. Outro mito é que meditar é deixar a mente vazia, sem pensamentos. Isso é impossível. A diferença é que você vê emoções e pensamentos passando por você e você não se apega a eles. Viramos um observador da nossa mente e com isso atingimos uma maior inteligência emocional e saímos do modo automático. Não é por acaso que a palavra latina meditar (meditatum) significa voltar-se para o centro”.

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1 COMENTÁRIO

  1. Muito boa a matéria! E temos que fazer exercício sempre pois ajudam a gente em muita coisa! E melhoram o nosso humor! Ajudam a gente a ter mais disposição para fazer as coisas!

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