quarta-feira, 29 de junho de 2022
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Por que as dores crônicas tendem a piorar no frio? Veja como se prevenir

A estação mais fria do ano se aproxima e já é possível sentir na pele as baixas temperaturas. Com o frio, as reclamações de dores articulares se intensificam. Estudos comprovam que há relação entre variações de temperatura com a intensidade das chamadas “dores crônicas”, que são classificadas como as dores que se perpetuam por um período maior que três meses ou por uma lesão que não se cura.

Dados da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED) revelam que cerca de 37% da população brasileira sofrem com algum tipo de dor crônica.

O médico especialista em dor, André Felix, explicou que existe uma relação direta entre as variações de temperaturas e as dores crônicas. Segundo ele, cada tecido do corpo possui uma densidade diferente e quando são submetidos às mudanças – se contraindo e dilatando – leva à ativação dos receptores para a dor.

“Ao serem submetidas às alterações na temperatura padrão, o organismo dos indivíduos precisam se adaptar à nova temperatura e nesse processo serão necessárias alterações no corpo. No frio, temos a vasoconstrição – a diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos com uma menor chegada de sangue – com isso, a estrutura dos receptores também será atingida e faz com que o paciente tenha dor”, destaca.

A auxiliar de dentista Maraísa Ferreira, de 51 anos, sabe muito bem o que é conviver com a dor nos dias com temperaturas mais amenas. “Sofro com dor na lombar há 10 anos. Sempre tratava, mas nada resolvia esse incômodo quando o tempo esfriava. Eu morava em São Paulo e quando vim pra cá ficar com a família, tive uma consulta com um neurologista, que já queria fazer cirurgia para contornar a situação. Entretanto, resolvi me consultar com um especialista em dor. Além dos medicamentos, faço tratamento de soroterapia. Estou me sentindo muito melhor”.

A auxiliar de dentista Maraisa Ferreira sabe bem como é lidar com a dor. Foto: Maria Clara Leitão

Na dor que é presente nos pacientes crônicos, o sofrimento vai além de uma lesão. De acordo com o especialista, o doente possui conexões que estão sempre ativas, ao ocorrer uma “neuroplasticidade”, que é uma adaptação do sistema nervoso central aos estímulos, onde, ao invés do corpo se proteger da dor, ele acaba se adaptando.

“Entre as principais queixas dos pacientes podem ser citadas as dores articulares, dores na lombar (na coluna), nos ombros e às cefaleias (dores de cabeça). Não podemos deixar de lado as dores oncológicas (do câncer), onde temos as dores da própria doença e do tratamento com as quimioterapias e radioterapias”, ressalta André Félix.

Sintomas e agravantes

A dor crônica é a dor que se perpetua pelo período maior que três meses ou o período natural da cicatrização da doença. Diante disso, os pacientes devem ficar atentos:

  • Dor que durar mais de três meses;
  • Durar mais de um mês após resolução da lesão ou problema que originalmente causou a dor;
  • Ocorrer e desaparecer novamente por meses ou anos;
  • Estiver associada a uma doença crônica (como câncer, artrite, diabetes ou fibromialgia) ou uma ferida que não cicatriza.

Diagnósticos e tratamentos

Segundo o especialista, inicialmente, deve-se entender quais são os fatores “psicossociais”, ou seja, do convívio social do paciente, que podem estar agravando e mantendo as dores. “Podem ser questões socais, psicológicas e até mesmo espirituais que vão afetar a dor”, destaca André Félix.

Após entender e diagnosticar quais são os fatores que geram a dor, a situação será analisada a partir do “tratamento multimodal”, com a presença tanto de analgésicos, métodos físicos e tratamentos psicológicos.

“Dessa forma podemos trabalhar com terapias nutricionais, psicológicas e atividades físicas para tratarmos a dor promovendo saúde. Para tratá-la temos alternativas, como, por exemplo, o bloqueio simpático venoso – com a lidocaína -, as terapias regenerativas, magneto terapia e fotobiomodulador. O leque terapêutico é muito grande”, finaliza.

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5 COMENTÁRIOS

  1. Fiquei super feliz em poder compartilhar esse processo que tenho passado com esse tratamento. Tem sido transformador e super especial pra mim, realmente estou sentindo os efeitos e com certeza recomendo muito, aos que puderem, que apostem nesse tipo de tratamento! ❤️🙏🏻

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