sexta-feira, 24 de junho de 2022
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Vitória

Cresce em Vitória o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave

Com o inverno se aproximando e as temperaturas baixas aumenta a incidência de gripe e, consequentemente, aumentam os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Por conta da pandemia, muitas pessoas que tiveram o Covid-19 estão mais propensas a contraírem a gripe. São fundamentais os cuidados de prevenção com as crianças, adultos e idosos.

De acordo com uma pesquisa da Fundação Oswado Cruz (Fiocruz), Vitória está entre as 20 capitais brasileiras com tendência de aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Além de Vitória, a análise feita ao longo das últimas seis semanas apresentou tendência de aumento em:

  • Aracaju
  • Belém
  • Boa Vista
  • Brasília
  • Curitiba
  • Fortaleza
  • Goiânia
  • Macapá
  • Maceió
  • Manaus
  • Natal
  • Palmas
  • Porto Alegre
  • Recife Rio Branco
  • Rio de Janeiro
  • Salvador
  • São Paulo.

Um dos dados preocupantes da pesquisa é que 98% das mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram observados em pessoas cardiopatas e portadores de doenças pulmonares crônicas como asma e enfizema. Sendo as de origem viral as mais frequentes.

Os sintomas mais comuns na Síndrome Respiratória Grave nos pequenos são : tosse intensa, cansaço e respiração ofegante, piora geral do estado geral da criança, não quer comer, nem brincar, febre, aumento da frequência respiratória e queda da saturação de O2 no sangue.

“Tenho todos os cuidados para evitar que ela pegue friagem. Com esse tempo coloco roupa aquecida, mas mesmo assim, com a mudança brusca de tempo, ela às vezes apresenta sintomas gripais. Melhora após alguns dias e quando volta a rotina normal, vem novamente a febre, em torno de 38 graus e muito tosse. Estou até evitando levá-la para a escola quando está com esses sintomas, infelizmente, para o bem dela e dos outros alunos”, disse a mãe da Lara de 4 anos e 4 meses, Giselly Silveira da Silva, 37 anos, advogada.

Muitas crianças não têm ido à escola, como relata a diretora do CMEI: “As crianças ficam mais vulneráveis e adoecem mais nesse período de inverno ou quando há mudança de tempo. Dessa forma, a frequência diminui.

O CMEI reforça e orienta para que as crianças que apresentarem sintomas gripais devam ser avaliadas pelos técnicos da saúde antes de voltarem a frequentar a escola. Esses cuidados são necessários para garantir a segurança e a saúde das demais crianças e funcionários”, menciona a diretora do CMEI Keila Vicentini Madeira.

Imunidade

“O frio sempre compromete a imunidade dos pequenos. Importante dizer que temos que ter um cuidado a mais com as crianças menores de seis meses.

Crianças com mais de seis meses é recomendado a vacinação da gripe e isso ajuda bastante na prevenção. O melhor que as mamães e papais podem fazer é lavar de 3 a 4 vezes por dia o nariz dos pequenos, agasalhar para dormir, mas sem exageros e nebulizar apenas com soro, além disso manter sempre os aparelhos como ar condicionado ou ventilador , sempre limpos”, explica a pediatra Luísa Pires.

Já, para os adultos e idosos com mais de 60 anos, quando a gripe vem é muito mais preocupante, pois são mais vulneráveis e os sinais mais comuns são: desconforto e falta de ar, menor oxigenação no sangue , fadiga e dor de cabeça.
É recomendável que os idosos, mantenham os remédios de uso contínuo e tomem os devidos cuidados com as interações medicamentosas, entre eles e os antigripais. Evitando assim, possíveis complicações.

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