quarta-feira, 20 de abril de 2022
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Prepare o bolso: Plano de saúde poderá sofrer um ajuste de 18%

A alta dos preços não dá trégua. Agora, é a vez dos planos de saúde sofrerem reajuste. Os aumentos deste ano devem ficar entre 15% e 18,2%, superando o recorde de 13,57% registrado em 2016.

A correção ainda será definida em abril pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Se confirmado, será o maior reajuste já determinado pela ANS desde que passou a regular o setor, em 2000.

Em 2021, os planos individuais tiveram uma redução de 8,19%, devido à diminuição no uso dos serviços médicos em 2020, como efeito da pandemia. O aumento começa a valer em maio e é aplicado no aniversário de contrato do cliente.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) informou que diversos fatores influenciam no reajuste dos planos de saúde, como o aumento do preço de medicamentos e insumos médicos, o crescimento da utilização de recursos dos planos e incorporação de novas coberturas obrigatórias aos planos de saúde, como medicamentos e procedimentos

“Está muito difícil lidar com tantos aumentos: combustível, itens de supermercados e medicamentos. Pagamos o plano de saúde para ter uma maior garantia de assistência em caso de necessidade, mas está ficando complicado arcar com mais esse reajuste. A ANS deveria suspender esse reajuste por mais um tempo, em respeito a tudo que os consumidores estão passando”, reclamou a aposentada Isabel Cristina Moreira.

Em um ano, houve crescimento de 1.459.702 no número de beneficiários dos planos de saúde. Isso é equivalente a 3,06% de aumento em fevereiro de 2022, em relação ao mesmo período de 2021. Hoje, são 49.049.067 beneficiários de planos de saúde. Os usuários de planos individuais somam 8.902.910 milhões. Outros 40.094.836 são clientes dos planos coletivos, sendo que, desse total, 33.818.557 estão ligados aos planos coletivos empresariais e 6.275.872 aos planos coletivos por adesão.

O reajuste de contratos coletivos não segue a regra do teto estabelecido aos planos individuais pela ANS. Os coletivos com até 29 vidas têm regras específicas, com um índice para os contratos regulados com base em dados agrupados.

Já os empresariais, com mais de 30 vidas, são regidos pelas regras contratuais com fórmulas de cálculo e negociados diretamente entre empresas e usuários. Segundo a ANS, as operadoras são obrigadas a oferecer à pessoa jurídica contratante a memória de cálculo do reajuste e metodologia utilizada com o mínimo de 30 dias e antecedência da data prevista para a aplicação do reajuste.

Beneficiários

Atualmente o Brasil possui mais de 47 milhões de beneficiários de planos de saúde. Nos últimos três anos, mais de três milhões de pessoas deixaram de ter planos de assistência médica em função do aumento do desemprego e da queda da renda.

 

 

 

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