sábado, 21 de maio de 2022
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Associação de Cabos e Soldados investe na saúde mental dos militares

Pensando no bem-estar e saúde emocional dos policiais do Espírito Santo, a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Espírito Santo criou o Núcleo de Apoio Psicossocial (NAP), com o objetivo de prevenir problemas relacionados à saúde mental dos militares.

Segundo a Associação de Cabos e Soldados, são realizados 150 atendimentos aos profissionais e seus familiares por mês. Só em 2021, foram realizados 1.390 atendimentos.

“Não existe preço para se salvar uma vida. Criamos o Núcleo de Apoio Psicossocial (NAP) em 2020 para cuidar da vida dos nossos trabalhadores, afinal, nós policiais e bombeiros militares cuidamos e protegemos a vida, mas precisamos de apoio, estabilidade e controle emocional para a nossa também”, disse o presidente da Associação de Cabos e Soldados, cabo Eugênio.

“Não existe preço para se salvar uma vida. Criamos o Núcleo de Apoio Psicossocial (NAP), em 2020, para cuidar da vida dos nossos trabalhadores”, destaca Cabo Eugênio. Imagem: TV MovNews

Segundo o cabo Eugênio, desde 2017, quando ocorreu a greve da PM, a Associação estuda uma forma de prevenir e cuidar do emocional dos militares. Naquela época, aumentaram os números de suicídio e depressão entre a categoria. Uma equipe chegou a visitar outros estados para conhecer modelos sobre como trabalhar a prevenção e não apenas o tratamento.

“Logo após a greve da PM, a Associação de Cabos e Soldados não tinha nenhuma estrutura para prevenção, só tinha tratamento caso o policial estivesse no surto psicótico. Então, visitamos vários Estados para conhecer a realidade dos Policiais Militares, como: Minas Gerais, Amapá, Goiás e Mato Grosso do Sul e assim foi montada uma equipe multidisciplinar no Estado”, destaca o cabo Eugênio.

A equipe multidisciplinar é formada por Assistente Social, Psicólogas, Médico Psiquiatra, Ginecologista e Clínico Geral.

“Alguns policiais e bombeiros têm dificuldade de pedir ajuda. Muitos deles acham que isso é um sinal de fraqueza, mas na verdade não é. Porque somos forjados a sermos pessoas fortes e a última barreira entre o caos e a sociedade. Nosso intuito é dar segurança e ajuda psicológica a eles”, disse o presidente.

Estrutura

A Associação de Cabos e Soldados conta hoje com cerca de 7,6 mil policiais militares na ativa e 1,3 mil bombeiros. O presidente da Associação, Cabo Eugênio, explicou a importância do Núcleo de Apoio Psicossocial, no cotidiano das corporações:

“Trabalhamos com entrega de resultados para a sociedade, diminuição da violência, número de homicídios e assaltos. Este policial tem que estar muito bem preparado. A carga horária de trabalho é excessiva, com muito stress. Muito maior que qualquer servidor ou trabalhador da iniciativa privada. Importante ter uma estrutura à disposição dele, que seja um porto seguro e seu escape no seu trabalho”, disse.

Família

Segundo o presidente, por meio do trabalho desenvolvido no Núcleo foi possível observar que os trabalhadores acumulavam muitos problemas familiares.

“Nós ampliamos este atendimento às famílias para buscamos explicar como é o trabalho que desempenhamos e como o familiar deve receber este profissional em casa. A família sendo o porto seguro e também entendendo a situação, consegue ajudar e na próxima escala de serviço teremos um profissional mais descansado e motivado para trabalhar”, ponderou o Cabo Eugênio.

Ações

Dentro da Associação de Cabos e Soldados foram criadas ações para buscar melhor qualidade de vida para os associados. Com atividades esportivas e eventos reunindo os familiares.

“Criamos um evento Copa ASC de Futebol, a nível estadual, 20 unidades participando, entre os policiais e bombeiros militares. Temos confraternizações em datas comemorativas e outros momentos de lazer. São iniciativas para todos os associados saírem da rotina estressante. Isso faz a diferença na vida de todos”, explicou.

Pandemia

Segundo o presidente, na pandemia a procura por atendimento no NAP cresceu 45%.

“Naquele momento vimos que além dos servidores da Saúde, que atuaram com destaque, nossos militares também fizeram um trabalho super necessário à população, para evitar os saques nas lojas e pararmos eventos clandestinos, por exemplo.  Assim perdemos muitos colegas de farda que morreram sem ter condições necessárias para cuidar desta doença”, comentou.

 

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