terça-feira, 18 de junho de 2024
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BRICS anuncia expansão do bloco para novos membros e medidas de cooperação econômica

A cúpula do BRICS, composto por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, fez um anúncio histórico nesta quinta-feira (24), ao anunciar a expansão de seus membros. Durante uma coletiva de imprensa conduzida pelo presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, foi revelado que Argentina, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã receberam convites para se juntar ao bloco. A medida visa ampliar a influência e colaboração entre as nações em questões globais.

O presidente Ramaphosa declarou: “Decidimos convidar Argentina, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes para se tornarem membros permanentes do BRICS. A nova composição entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2024. Valorizamos o interesse de outros países em construir uma parceria com o BRICS”.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, também expressou sua aprovação à expansão do bloco por meio de suas redes sociais: “A relevância do BRICS é confirmada pelo interesse crescente que outros países demonstram em aderir ao grupo. Como indicou o presidente Ramaphosa, é com satisfação que o Brasil dá as boas-vindas ao BRICS à Arábia Saudita, à Argentina, ao Egito, aos Emirados Árabes Unidos, à Etiópia e ao Irã”.

Lula destacou a capacidade do bloco de superar diferenças em prol de uma visão comum: “Muitos alegavam que os BRICS seriam demasiado diferentes para forjar uma visão comum. A experiência, contudo, demonstra o contrário. Nossa diversidade fortalece a luta por uma nova ordem, que acomode a pluralidade econômica, geográfica e política do século XXI”.

Além da adesão dos novos membros, a Declaração de Joanesburgo oficializou a busca por uma moeda de referência do bloco para o comércio internacional, com os bancos centrais e ministérios da Fazenda e Economia de cada país encarregados de realizar estudos sobre o assunto. Outro ponto de concordância foi a busca por reformas na governança global, particularmente no âmbito do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Lula concluiu: “Que o BRICS continue sendo força motriz de uma ordem mundial mais justa e ator indispensável na promoção da paz, do multilateralismo e na defesa do direito internacional”. A 15ª Cúpula de chefes de Estado do BRICS encerrou-se hoje, após sessões ampliadas com a participação dos países-membro e outras nações convidadas.

Após o término da conferência, o presidente Lula seguirá para Angola, onde realizará uma visita de Estado, e, posteriormente, participará da conferência de chefes de Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em São Tomé e Príncipe. Com informações da Agência Brasil.

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