quarta-feira, 29 de junho de 2022
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MPES investiga denúncia de tráfico e uso de drogas na Assembleia

Ministério Público Estadual (MPES) investiga um suposto caso de tráfico e uso de drogas dentro da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). Denúncias anônimas feitas ao órgão indicam que o crime ocorreria dentro do gabinete do deputado estadual Carlos Von (DC) e seria praticado por um de seus assessores. O parlamentar nega e contra-ataca.

Von também acionou o MPES e denunciou um grupo de pessoas que estaria abrindo notificações criminais de forma anônima para, de posse dos comprovantes de protocolo, incriminá-lo nas redes sociais.

As denúncias referentes ao suposto crime de tráfico e uso de drogas foram feitas à Ouvidoria do MPES, em meados de abril deste ano. O caso foi despachado para a Procuradoria-Geral de Justiça, dado o foro especial por prerrogativa de função do parlamentar e seu gabinete.

O procurador de Justiça Humberto Alexandre Campos Ramos é o responsável pela análise da acusação, que mira o servidor em cargo comissionado Rufino Gomes Silva, Coordenador Geral de Gabinete de Representação Parlamentar de Carlos Von. Segundo o portal da transparência da Ales, seu salário bruto é de R$ 8.706,92. Ele se defendeu nas redes.

 

Segundo publicação do deputado nas redes sociais, esta é a quinta vez que as denúncias anônimas são protocoladas e, na sequência, os prints das denúncias feitas no portal do MPES são expostos na internet.

“É uma ação orquestrada, com intuito de manchar a minha imagem junto aos eleitores e à sociedade. Não é a primeira vez. Faz um mês que enviei ofício ao Ministério Público para que investigue. Aguardo resposta”, revela o parlamentar.

Ainda de acordo com Von, um dos requerimentos de investigação foi enviado diretamente à procuradora-chefe do MPES, Luciana Merçon Vieira.

Documento MPES

Nossa reportagem fez contato com o Ministério Público durante toda a tarde desta quinta-feira (19) e manhã desta sexta-feira (20), mas não obteve respostas aos questionamentos. Também foi tentado contato por telefone, mas nenhum dos números indicados pela assessoria do órgão foi atendido.

Procurada, a assessoria da Ales informou, por meio de nota, que não recebeu nenhuma denúncia e que, nesse momento, vai aguardar a apuração dos órgãos competentes.

Já o chefe de Polícia Civil, delegado José Darcy Arruda, disse que não recebeu nenhuma notificação ou pedido de investigação sobre os fatos apresentados pelo deputado, mas que iria checar com a Corregedoria da PC.

Vale destacar que caso o Ministério Público se pronuncie esta matéria será atualizada.

Reportagem de Alexandre Damazio e Erick Alencar.

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