sábado, 23 de abril de 2022
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Quem saiu e quem entrou: A dança das cadeiras partidárias na Assembleia Legislativa

Agora é para valer: O fechamento da janela partidária mostrou como vão ficar as composições políticas no Espírito Santo rumo às eleições de outubro. Entre traições, casamentos novos e antigas relações retomadas, dos 30 deputados estaduais, por exemplo, nada menos que 16 trocaram de sigla partidária.

Ressaltando que o deputado Hércules Silveira ainda está sem partido. Ele é do MDB, mas não concorda com o direcionamento do partido e deve deixar a agremiação.

Quem viu a sua bancada crescer no legislativo capixaba foi o governador Renato Casagrande (PSB). O socialista tem agora cinco deputados no partido que lhe dá sustentação. Janete de Sá voltou ao PSB depois de uma longa birra com o governador. Já Luciano Machado, deixou o PV e agora jura fidelidade ao Palácio Anchieta.

O tucanato capixaba ganhou Sergio Majeski, que estava no PSB de Casagrande. O PSDB forma assim quatro deputados na bancada. Com o mesmo número de deputados estão  PP e PDT, cada um com quatro deputados.

Partido todo poderoso do Centrão, o PP perdeu o deputado estadual Renzo Vasconcelos para o PSC, mas viu suas fileiras serem engordadas com quatro parlamentares experientes: Raquel Lessa (ex-PROS), Marcos Madureira (ex-Patriota), Theodorico Ferraço (ex-União Brasil) e Marcos Garcia (ex-PV).

Já o partido do deputado federal Felipe Rigoni mingou na Assembleia. O União Brasil perdeu quatro deputados. Rigoni não abre mão de ser candidato a governador e acabou espantando os aliados de Casagrande na ALES.

Mas nem tudo está perdido. O deputado Hércules Silveira, por exemplo, pode se beneficiar de uma brecha na lei para conseguir um partido para chamar de seu. O parlamentar tem até o dia 18 para submeter a sua filiação em algum partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Aí é só  alterar a data da filiação, retroativa ao dia 01 de abril.

Dos federais, só quatro trocaram de partido: Norma Ayub (ex-União Brasil), Da Vitória (ex-Cidadania) e Neucimar Fraga (ex-PSD) e Soraya Manato (ex-União Brasil).

Tirando Soraya, agora no PTB, os demais se filiaram ao PP, de Evair de Melo (PP). Este último é oposição ao governador Renato Casagrande, apesar do PP estar na base do socialista no Espírito Santo, inclusive abrigando a vaga de secretário de Estado, ocupada até a última sexta-feira pelo cacique Marcos Vicente. Ele deve concorrer a uma vaga de deputado federal, posto que já ocupou outras vezes.

Quem chega ao PP capixaba é outro desafeto de Casagrande e adimirador do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Neucimar Fraga.

Vale lembrar que Neucimar herdou a vaga de deputado após as eleições municipais de 2020, quando ficou como suplente e acabou assumindo a vaga deixada por Sérgio Vidigal, eleito prefeito da Serra.

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