quarta-feira, 18 de maio de 2022
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Governo oficializa Victor Godoy como ministro da Educação

Agora é oficial: Victor Godoy é o novo Ministro da Educação (MEC). Interino no comando da pasta desde a saída de Milton Ribeiro, Godoy teve sua efetivação no cargo formalizada pelo governo federal nesta segunda-feira (18), em publicação no Diário Oficial da União.

O novo titular já havia assumido o MEC de forma interina em 30 de março, dois dias após a saída de Ribeiro, que entregou o posto depois que vieram à tona denúncias de irregularidades em sua gestão.

Antes de assumir interinamente, Godoy era secretário-executivo do MEC, cargo que assumiu em julho de 2020. Agora, torna-se o quinto ministro da Educação em pouco mais de três anos de governo Bolsonaro.

Godoy é formado em Engenharia de Redes de Comunicação de Dados pela Universidade de Brasília (UnB) e tem duas pós-graduações: em Altos Estudos em Defesa Nacional pela Escola Superior de Guerra (ESG), e a segunda, em Globalização, Justiça e Segurança Humana pela Escola Superior do Ministério Público.

Entre 2004 e 2020, foi auditor federal de finanças e controle da Controladoria-Geral da União (CGU), onde atuou como auditor federal, chefe de divisão, coordenador-geral e diretor-substituto de auditoria e diretor de auditoria da área social e de acordos de leniência.

Quinto ministro

Victor Godoy é o quinto ministro da Educação em cerca de três anos e quatro meses de governo Jair Bolsonaro (PL). Por ordem, vieram Ricardo Vélez Rodriguez, Abraham Weintraub, Carlos Alberto Decotelli e Milton Ribeiro – todos envolvidos em polêmicas.

A mais recente, que recai sobre Ribeiro, surgiu graças ao próprio ex-ministro. Segundo áudio obtido pela imprensa, o antecessor de Godoy diz, em reunião com prefeitos, que priorizava repasse de verbas para municípios indicados por pastores. Na gravação, ele afirma que seguia pedido do presidente Bolsonaro.

Os responsáveis pelas indicações seriam os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, que não possuem cargo no MEC. Após a revelação do áudio, prefeitos começaram a relatar publicamente que ambos pediram propina para a liberação das verbas, pois os religiosos garantiam ter poder nas decisões da pasta. Segundo os delatores, houve pedido de propina até em barra de ouro.

 

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