quarta-feira, 18 de maio de 2022
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Vitória

População reclama da constante falta de água e cobra melhorias da Cesan

Em virtude do Dia Mundial da Água, celebrado na última terça-feira (22), a reunião extraordinária da Assembleia Legislativa teve como temática: “A violação do direito humano à água e a falta da água frequente nos bairros da Grande Vitória”. O debate foi proposto pela deputada, Iriny Lopes (PT) e aconteceu na tarde desta quinta-feira (24).

Na oportunidade estiveram presentes o representante da comissão de cobrança Roda de São Pedro, Heldry Bramderburg, a diretora da Associação de Moradores do Centro de Vitória, Suzana Tatagiba, o presidente do Sindaema, Fábio Smarçaro e os representantes da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), Thiago Gonçalves Furtado e Wanderson Ferreira.

Durante a abertura da reunião a deputada do Partido dos Trabalhadores, Iriny Lopes citou: “Nenhum ser humano e nem o nosso planeta pode viver sem ter e consumir água. Até o nosso corpo é composto de 80% de água. A água passou a ser um direito de qualquer ser humano. Como a Organização das Nações Unidas (ONU) venho acompanhando: estamos enfrentando um aprofundamento sobre a crise hídrica. Isso é muito preocupante”, disse.

A deputada continuou: “Nesta reunião precisamos colocar os problemas que as comunidades estão vivenciando de perto. A Cesan também terá a oportunidade de explicar quais serão os objetivos a serem sanados a curto prazo para a população”, explica a deputada.

A primeira pessoa a argumentar foi o representante da comissão de cobrança Roda de São Pedro, Heldry Bramderburg que disse que a questão da falta de água afeta principalmente os mais pobres: “A falta de água afeta principalmente os bairros ou comunidades menos favorecidos. Ficamos cinco dias sem água no período do Carnaval. E ao pedir ao governo uma ajuda, foi enviado um carro pipa. Neste período eu mesmo tive que comprar água, pois estava faltando”, menciona.

No Centro da Cidade a situação não foi diferente, como relata a diretora da Associação de Moradores do Centro de Vitória, Suzana Tatagiba: “A Cesan não tem o direito de cortar a água de ninguém. Há quatro meses que está faltando água no Centro, principalmente na Piedade e Fonte Grande, nos finais de semana e feriados, justo quando as crianças e idosos estão em casa. Além disso, isso afeta também os nossos comerciantes locais. Tem dias que está muito calor também. A justificativa em uma reunião com a Cesan é que estão fazendo a manutenção no Vale Encantado”, argumenta Suzana.

Saneamento

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em água, esgoto, e meio ambiente do Espírito Santo (Sindaema), Fábio Smarçaro aproveitou sua fala para mencionar a questão do saneamento público: “O saneamento básico também tem há anos. Vejo também como um problema essencial na vida do ser humano. Sabemos que isso também é mais problemático nas áreas de periferia e mais carentes. Com a falta de abastecimento de água e a falta de saneamento as pessoas tem seus direitos humanos suprimidos”.

Paralisação

O representante da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), Thiago Gonçalves Furtado retrata que dos 78 municípios do Estado, em 53 já estão sendo realizados o abastecimento de água. Correspondendo 99% de água e cerca de 75% de esgoto no município.

“No mês de fevereiro tivemos alguns eventos que geraram estes desabastecimentos operacionais de água. Ocorrendo principalmente na região de São Pedro. Tivemos uma paralisação preventiva nas estações de abastecimento, principalmente no Vale Esperança, em São Pedro. Depois tivemos uma paralisação emergencial, que foi programada. Disponibilizamos 19 carros pipas. Mas, posso dizer que a Cesan, está estudando e avaliando as melhorias nas redes de abastecimento, novas ventosas em várias regiões, principalmente em São Pedro”, disse Thiago.

A deputada Iriny aproveitou a reunião para destacar que as comunidades devem estar preparadas e informadas sobre a falta de água: “É de suma importância que a comunidade precisa estar previamente avisada e informada sobre a falta de água, para que assim façam a sua reserva de água em casa, ou mesmo para sua higiene pessoal”.

Em seguida, o representante da Cesan, Thiago Gonçalves Furtado reforçou: “A Cesan tem um setor de Relacionamento com as Comunidades. Estamos em constante diálogo, realizamos propagandas preventivas e enviamos torpedos para os nossos clientes”.

Em uma outra citação o representante da comissão de cobrança Roda de São Pedro, Heldry Bramderburg menciona que o bairro de São Pedro é esquecido pela Cesan: “O bairro de São Pedro cresce a cada dia, com seus moradores e comerciantes no entorno. Mas, as autoridades e a Cesan precisam rever os serviços que estão sendo realizados. Está sendo feito de uma maneira porca. Como é diferente nas áreas nobres”.

Neste instante a diretora da Associação de Moradores do Centro de Vitória, Suzana Tatagiba pondera: “A cidade alta ficou sem água, principalmente Piedade, Fonte Grande e rua Sete. Não tivemos nenhum aviso avisando para a população que iria ficar sem água”.

Reutilizar a água

No final da reunião extraordinária, Iriny foi firme e pediu a Cesan um plano de comunicação mais informativo: “Precisamos que a Cesan publique aos moradores e aos indivíduos este Plano de Contingência, seja na televisão ou no rádio. Além disso, faça uma campanha sobre como reutilizar a água. Precisamos nos acostumar com os tempos atuais, mas nos adaptar para no futuro melhorar”, reafirmou a deputada.

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