segunda-feira, 16 de maio de 2022
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“Ministro astronauta” assume pré-candidatura e deixará Ministério este mês

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações,  Marcos Pontes, confirmou nesta terça-feira (1), que pretende disputar uma vaga de deputado federal por São Paulo. Assim, o “ministro astronauta”, deve deixar a pasta vaga até o final deste mês de março.

A candidatura de Pontes será pelo Partido Liberal (PL), o mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro. O PL já prepara a cerimônia de filiação do ministro enquanto articula a filiação de outro ex-ministro. Eduardo Pazuello, que foi ministro da Saúde no Governo federal, deve se candidatar a uma vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Marcos Pontes anunciou sua intenção em disputar uma vaga na Câmara durante evento de Tecnologia que acontece na Espanha. Na ocasião informou que sabe quem será seu sucessor, mas que deixa o anúncio a cargo do presidente Bolsonaro. Porém, adiantou que deve ser alguém do Ministério que tenha condições de dar continuidade aos trabalhos.

Outros ministros 

Além de Marcos Pontes, no início de fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro já havia anunciado a saída de 11 ministros. Pela legislação eleitoral, os ministros que pretendem disputar as eleições devem deixar o Governo até 2 de abril. 

Se realmente deixarem o Governo até dia 31 de março, quase metade das 23 pastas ministeriais passarão por reestruturação. As mudanças ocorrerão no momento crucial para Bolsonaro, que precisa reverter a situação econômica em baixa pensando nas eleições de outubro.     
O presidente Bolsonaro não chegou a divulgar os nomes dos ministros que vão deixar os cargos por conta da disputa eleitoral, mas especula-se que Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), deva disputar o Governo de São Paulo; e a ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), o Senado por São Paulo ou Amapá.
Outros ministros que podem deixar o Governo para disputar as eleições são Tereza Cristina (Agricultura), Marcelo Queiroga (Saúde), João Roma (Cidadania), Flávia Arruda (Secretária de Governo), Milton Ribeiro (Educação), Gilson Machado (Turismo), Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência Social), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Braga Netto (Defesa) e Anderson Torres (Justiça).
Disputa pelo poder
Com a saída desses ministros até o final do mês março, quem assumir as pastas, terá seis meses com orçamentos bilionários para investimentos. 
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, é a grande aposta de Jair Bolsonaro para concorrer ao Governo de São Paulo nas eleições deste ano. Foto: Agência Brasil
O ministro Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), que deve disputar o Governo de São Paulo, deverá sair no fim do mês e já externou que Marcelo Sampaio é sua preferência para a sucessão na pasta. A decisão fica a cargo do presidente Jair Bolsonaro que já afirmou que o Ministério da Infraestrutura já tem substituto, mas não divulgou o nome.
Jair Bolsonaro acompanhado dos ministro de seu governo. Foto: Palácio do Planalto
Acomodar
As trocas ministeriais são comuns no período que antecede as eleições. E todos os presidentes procuram acomodar aliados para conquistar apoios políticos nos Estados. Especula-se que o presidente Jair Bolsonaro, vai nomear substitutos que apoiem o seu governo e que tenham condições de sustentar sua eventual candidatura nas eleições de outubro. 
Assessores e secretários
Além dos ministros, seis secretários e assessores diretos do presidente podem ser afastados para concorrerem nas eleições deste ano. Caso os secretários se candidatem a cargos eleitorais, precisam entregar a cadeira até dia 2 de abril. Já os assessores podem ficar  em seus cargos até 2 de julho, diferente de ministros e secretários.
Confira quem são os secretários e assessores que pretendem se candidatar às eleições: 
ANDRÉ PORCIÚNCULA (BA) – secretário de Incentivo à Cultura; 
JORGE SEIF (SC) – secretário Especial de Aquicultura e Pesca; 
MÁRIO FRIAS (SP) – secretário Especial de Cultura; 
MAX GUILHERME DE MOURA (RJ) – assessor e segurança da Presidência;
MOSART ARAGÃO (SP) – assessor da Presidência; 
TERCIO ARNAUD TOMAZ (PB) – assessor da Presidência.
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