quinta-feira, 19 de maio de 2022
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Fórum quer políticos evangélicos alinhados para as eleições contra a esquerda

Criado em 2002, o Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp) busca incentivar a participação das igrejas evangélicas na política, por meio de representantes eleitos e frentes parlamentares, que trabalham para o resgate dos princípios cristãos nas câmaras municipais e assembleias legislativas dos estados, além dos poderes executivo e judiciário.

Formado por cidadãos com e sem mandato eletivo, o Fórum prega uma vida conservadora, balizada pelas palavras de Deus e atos cristãos que levem à governabilidade das cidades, estados e do Brasil.  Representantes do Fórum estiveram em Vitória nesta sexta-feira (18) para assinar um documento que garante o apoio da entidade a pré-candidatos às eleições deste ano.

A Carta de Intenções é uma forma dos religiosos manterem sob a sua tutela aqueles que comungam da mesma ideologia conservadora dos pastores que comandam o Fenasp.

Afastar a esquerda

A ideia é afastar toda e qualquer postura de esquerda, considerada por eles uma ameaça à família tradicional cristã, pautada pela moralidade, bons costumes e valores comuns que levem à constituição de uma sociedade justa e regulada pela interpretação da Bíblia.

Execrado em todo o Brasil por ter se manifestado nas redes sociais contra um beijo gay do Super Homem, de uma série em quadrinhos, o ex-jogador de vôlei da Seleção Brasileira, Maurício Souza, participou da reunião. Ele é pré-candidato a deputado federal e deu o tom do evento.

“Fui metralhado por essa esquerda que doutrina e avacalha nossos jovens. Chega de só apanhar. É hora de reagir e colocar essa ideologia de esquerda no lixo, de onde ela nunca deveria ter saído. As escolas não podem ensinar ideologia de gênero, oferecer kit gay e achar que está tudo bem. Vamos fazer o maior número possível de cadeiras no legislativo para barrar o avança das ideologias. Vamos reeleger o presidente Jair Bolsonaro para ele continuar esse trabalho que tanto incomoda a esquerda”, convocou.

Já o Bispo Alves Ribeiro, presidente da Fenasp, afirmou que somente os evangélicos conservadores podem levar às famílias uma proposta de construção social que tenha no temor a Deus e no respeito aos valores cristãos a sua base.

“A esquerda mostrou ao que veio. Balbúrdia, desvios e corrupção. O que queremos é levar ao Executivo, Legislativo e Judiciário homens honrados, que saibam as verdadeiras necessidades do povo brasileiro, que é trabalhador, honesto e temente a Deus. Não é  possível que tenhamos  tempos sombrios, com a ideologia reinando sobre nossos jovens”, defende.

Já o ex-senador Magno Malta fez um longo discurso apoiando a decisão do Fenasp de criar o documento que normatiza a conduta e postura  dos candidatos evangélicos com posicionamento à  direita. De acordo com Magno Malta, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) tem um plano de espalhar o kit gay nas escolas do Brasil e isso precisa ser combatido.

“Esse ex-candidato à presidência do PT empenhou R$ 3 milhões de orçamento público para a compra do kit gay em São Paulo. Um absurdo completo que penaliza o cidadão de bem duas vezes. A primeira pela grana que é retirada dos impostos para investir na compra do kit gay. E a segunda vez com a implantação da ideologia de gênero na cabeça de nossas crianças. Não vamos admitir isso. Vamos lutar pelo voto de cada brasileiro decente desse país pela moralidade, pela ética e pelo amor à família”, conclamou.

Magno Malta atacou, mais uma vez, o Supremo Tribunal Federal (STF), dizendo que é ele quem acusa, investiga e condena no Brasil, num verdadeiro rito sumário, sem chance ao acusado, muitas vezes, injustamente, de se defender de forma legítima.

“É por isso que  o movimento é importante. Esse documento que vamos assinar é uma ferramenta para que possamos caminhar dentro de uma proposta única de condução das políticas que podem construir um país melhor, longe das ameaças da esquerda, que está infiltrada em todos os poderes, num desserviço à nação”, bradou.

A juventude esteve representada no evento conservador com o jovem Lucas Poleze, que participa de um projeto de pretende discutir a política no interior para formar novas lideranças com o espírito de luta pela manutenção dos valores cristãos.

“É preciso que a juventude se envolva e tome conta da construção do seu futuro. Não dá mais para viver num Estado onde o jovem não tem voz. Esse movimento aqui é o começo de um novo futuro para todos nós”, afirmou.

Já o presidente da Associação de Cabos e Soldados, Jackson Eugênio Silote, disse que toda a violência que assola o Estado vem, parte da falta de investimentos e organização dos governos, mas também do afastamento da sociedade dos preceitos cristãos.

“Estamos aqui discutindo isso, a retomada de uma sociedade mais fraterna, mais igual e centrada na família”, afirma.

 

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