segunda-feira, 16 de maio de 2022
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Arthur do Val pede a deputados para não ser cassado

O deputado do estado de São Paulo, Arthur do Val, sem partido após ser expulso do Podemos, encaminhou uma carta aos colegas parlamentares do legislativo paulista, na manhã desta quarta-feira (9),  para não ter o mandato cassado. A punição poderá vir depois que o deputado compartilhou áudios com teor sexista, sobre as mulheres refugiadas da Ucrânia.
Arthur prometeu aos deputados que não iria se candidatar ao Parlamento Paulista este ano. O político também conhecido como “Mamãe Falei”, pediu desculpas a todos que se sentiram ofendidos com os áudios, e afirmou ter sido “machista, desrespeitoso e imaturo”. Ele disse ainda que aceita receber uma punição, mas que não seja a perda do mandato por quebra de decoro parlamentar.
“Peço encarecidamente que considere a ausência de dolo e de dano a terceiros na dosimetria da pena. Se de um lado a punição é necessária, a cassação se faz excessiva”, relatou. 
O parlamentar cobrou equilíbrio dos colegas em relação a punição. Segundo do Val, há uma manifestação midiática súbita para ser aberto o processo de cassação, mesmo que ele tenha envergonhado o nome do Poder Legislativo paulista.
Além da carta, o político divulgou um vídeo em suas redes sociais e afirmou que perderá o mandato “em três dias”. Prazo apontado pelo parlamentar, porém, é irreal, dado que o Regimento da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) prevê tramitação de um mês do pedido de cassação, com tempo para o acusado fazer duas defesas.
Há 38 deputados vinculados individual ou coletivamente aos 16 documentos que pedem uma punição a Arthur do Val. Vale ressaltar que as siglas são diversas, caminhando da esquerda até mesmo no lado da direita. 
Conselho de Ética
A deputada Maria Lúcia Amary (PSDB-SP), presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Alesp, disse que as prováveis sanções ao acusado poderão ser desde uma advertência, censura verbal ou escrita, até a perda temporária ou efetiva do mandato. 
Amary relatou que o Conselho se reunirá nesta quarta-feira (09), para definir os procedimentos de apuração do caso. Segundo o Regimento Interno da Alesp, o prazo é de 90 dias. Em entrevista a Globonews, a deputada defendeu que seja tudo esclarecido perante a sociedade. 
Maria Lúcia Amary (PSDB) diz estar “chocada” com os áudios que seu colega parlamentar proferiu neste momento tão conturbado com o povo ucraniano. Foto: Alespmlxdffmzxd
“Nós temos que analisar os fatos. Na realidade, o que acontece, eu tenho percebido nesse mandato, eu estou no 5º mandato, a incontinência verbal, discursos de ódio e todas essas ações têm que ser contidas, porque a nossa assembleia de São Paulo é a maior assembleia da América Latina, portanto, ela não pode passar dos seus limites sem a punição adequada. A sociedade está esperando uma resposta e a Comissão do Conselho de Ética e do Decoro Parlamentar vai dar essa resposta para sociedade, sim”, afirmou. 
A parlamentar disse ainda que o caso precisa ser analisado urgentemente pela gravidade. “Como mulher e deputada, porque eu não posso comprometer a minha imparcialidade, eu repudio essa fala. Além dela ter sido sexista, ela também foi discriminatória quanto a classe social, no momento em que ele fala que as mulheres pobres são mulheres fáceis. Como mulher, eu fiquei bastante chocada”, relata.
As representações foram protocoladas pelos seguintes deputados:
  • Emídio de Souza (de advertência até cassação)
  • Profª Bebel (de advertência até cassação)
  • Isa Penna (cassação)
  • Sargento Neri (cassação)
  • Luiz Fernando (cassação)
  • Gil Diniz (cassação)
  • Major Mecca (cassação)
  • Altair Morais (cassação)
  • Coletivo – 26 deputados (cassação) – Carlos Gianazzi (PSOL); Dr. Jorge do Carmo (PT); Emídio de Souza (PT); Gil Diniz (PL); José Américo (PT); Leci Brandão (PC do B); Luiz Fernando T. Ferreira (PT); Márcia Lia (PT); Maurici (PT); Mônica da Mandata Ativista (PSOL); Patrícia Bezerra (PSDB); Paulo Fiorilo (PT); Professora Bebel (PT); Ricardo Madalena (PL), Teonílio Barba (PT), Ataide Teruel (Podemos), Carlos Cezar (PSB), ,Castello Branco (PSL), Coronel Telha (PP), Coronel Nishikawa (PSL), Daniel Soares (DEM), Isa Penna (PSOL), Major Mecca (PSL), Valéria Bolsonaro (PRTB), Douglas Garcia (Republicanos), Tenente Coimbra (PSL)
  • Janaína Paschoal (cassação)
  • Valéria Bolsonaro (cassação)
  • PSDB (coletivo) – não temos informação sobre a punição sugerida
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