quarta-feira, 18 de maio de 2022
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Sobre a narrativa de intervenção federal, Manato diz: “Não teve nada disso”

Carlos Manato, pré-candidato do Governo do Estado do Espírito Santo pelo PL (Partido Liberal), foi o 4° convidado da série que entrevista aos pré-candidatos no Programa Movimento Político com Edilson Lucas do Amaral.

Manato é médico e iniciou a sua vida pública ao ser secretário no município da Serra. Posteriormente, elegeu-se deputado federal, sendo reeleito 4 vezes. Nesse cenário, sempre se manteve ao lado do então deputado Jair Messias Bolsonaro, a quem prestou apoio quando confessou o desejo de candidatura à presidência da República.

Acompanhe alguns trechos da entrevista:

O Senhor é a favor da privatização da Cesan, do Banestes, das estatais capixabas?

“Nem todas. Banestes, eu sou contra porque eu tenho um outro projeto pro Banestes. Banestes também é lugar de empregar parente do governador, né. Não vão ser isso não, porque eu não tenho parente pra botar em lugar nenhum. Meus filhos estão lá em São Paulo, são dois médicos, graças a Deus. Privatização da Cesan, sim. Você já viu o histórico de roubalheira lá? Só pegar o jornal que tem aí em Cachoeiro, que bota lá como é que está acontecendo não atinge o que tem que atingir. (…) Sou totalmente favorável, porque o poder público não tem condição de fazer, e pra cada R$1 investido em saneamento básico, você economiza R$4 em saúde. Eles sabem disso? Não.
(…) Privatização do Porto, sou favorável. Privatização de Rodovias, sou favorável porque só passa na Rodovia quem tem dinheiro. Então, tem que privatizar mesmo. Agora o Banestes, não. Banestes é o banco do povo; o Banestes nós vamos fazer ele ser altamente rentável e o Banestes vai ajudar nos programas sociais do Governo do Estado. Apoiar cultura, apoiar o turismo (…) Lá é lugar de botar pessoas capazes pra tocar. O Banestes tem sofrido com isso.”

Você ainda critica o Governo do Estado na condução da questão sanitária? Você continua vendo muito erro por parte da secretaria de Saúde e do secretário Nésio?

“Sim. Eu continuo porque falam do nosso presidente, mas o presidente mandou mais de 410 milhões de vacina pro Brasil. Pro Espírito Santo, milhões também. Então prova que ele está colocando a vacina à disposição. Nós não concordamos em hipótese nenhuma com o passaporte sanitário. Mas sou totalmente favorável à vacina. Eu me vacinei com as três doses. Então sou favorável à vacina, mas eu sou favorável ao direito de ir e vir. Eu sou favorável ao poder da democracia e poder de convencimento das pessoas. O RNA mensageiro é uma incógnita. O laboratório não dá segurança nenhuma; não quer assumir a responsabilidade por ela no futuro. Então, eu já começaria fazendo diferente. No dia 1° de janeiro de 2023, o primeiro decreto a ser suspenso: o passaporte sanitário. Agora, no dia 1° a tarde, lanço uma campanha educativa para a vacinação. Aí é a educação! Quem quiser vai se vacinar por convencimento. Isso sim é o que a gente deve fazer.
(…)
Nós temos uma visão diferente; uma visão contra lockdown; contra passaporte sanitário. E tem que respeitar né, a caneta não está com a gente.”

Teve que haver realmente uma intervenção federal para sua filiação no PL?

“Não, não teve intervenção federal não. Não teve nada disso. Essa é a narrativa das pessoas. O que teve: a minha vontade; o presidente pedir união; e olhar o perfil de cada um. O presidente nunca escondeu que gostaria de me ter perto dele, mas ele não ia se envolver. Como não está se envolvendo.”

Para acompanhar a entrevista na íntegra e saber quais as outras questões que o pré-candidato apontou assista o vídeo desta publicação. Você também pode assistir às outras entrevistas já realizadas, também com pré -candidatos: Audifax Barcelos, César Colnago e Aridelmo Teixeira.

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