quarta-feira, 18 de maio de 2022
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PL do ES quer eleger ao menos três deputados estaduais e dois federais

O ex-deputado federal Carlos Manato oficializa sua filiação ao Partido Liberal (PL) nesta terça-feira (22), para concorrer ao governo do Estado nas eleições deste ano. O ingresso na legenda de Jair Bolsonaro é, segundo o pré-candidato, a união da “direita conservadora”, da qual afirma ser o único candidato no Espírito Santo. Desse grupo, espera eleger entre três e quatro deputados estaduais e um ou dois federais.

“O comando das coligações, da chapa, é do pastor Carlos Salvador e do Magno Malta. A previsão é de três a quatro estaduais e de um a dois federais”, revela Manato. Para alcançar esses objetivos, Manato conta que as articulações caminham e que se por coincidência não saíram antes, foi por cautela.

“Bom, o PTB e o PL já aceitaram. Ponto. O que eu combinei com os outros? A partir de quarta-feira [23], quando eu já estiver no PL como pré-candidato, abro negociação. Porque eu não tinha partido. Eu ia falar o quê? ‘Não, sou o candidato de Bolsonaro’, aí não era. Então agora eu já sou, agora a gente pode falar”.

O PTB é partido importante para Manato, já que sua esposa, a deputada federal Soraya Manato, deve se filiar à sigla de Roberto Jefferson a partir do dia 3 de março, quando se abre a janela partidária, e assim engrossar as fileiras da coligação bolsonarista no estado. De saída do PSL, a parlamentar foi recusada no PL por já ter mandato, algo que os membros da legenda decidiram não aceitar.

“É uma coisa complexa, que não se resolve com uma conversa. Por isso é que houve toda uma demora. No momento certo, na hora certa, decidiu tudo sem imposição de ninguém, nada. Tudo na conversa e no diálogo”, explica o ex-deputado, rechaçando suspeitas de rusgas entre ele e o ex-senador Magno Malta, presidente estadual do PL e pré-candidato ao Senado Federal.

“Não [há rusgas]. Isso era narrativa da oposição, de quem quer ‘quanto pior, melhor’. O diálogo sempre existiu. O que nós combinamos é de não ficar todo dia dando uma notícia, porque a gente fala uma coisa para você, o outro interpreta de outra forma, o outro diz ‘não, nós vamos conversar semana que vem’. Nada, nós estávamos conversando todo dia. Foi uma estratégia que a gente usou para não dar problema”.

Com as principais peças já à luz de todos, as movimentações se intensificam e devem resultar em novos acertos num futuro próximo, mas nada antes das definições de cada partido. Atento ao terreno, Manato tem no radar Patriota, PSC, PROS e Brasil 35. Outras legendas, como PSD, que pode ter candidato à Presidência da República, e PP, integrante da base do governador Renato Casagrande (PSB), serão “respeitadas”.

Ao olhar para o lado, Carlos Manato enxerga outros postulantes ao Palácio Anchieta. Fora o senador Fabiano Contarato (PT), mais distante, enxerga o presidente da Assembleia Legislativa (Ales), deputado estadual Erick Musso (Republicanos), o prefeito de Linhares, Guerino Zanon (sem partido), e o ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede). “Nenhum deles transita na direita conservadora”, comenta o ex-filiado ao PDT por 12 anos.

Manato continua se valendo do que construiu ao lado de Bolsonaro, de quem foi o principal articulador no Estado para a vitoriosa campanha de presidente em 2018. Aqui, se lançou para governador, mas não teve o mesmo sucesso. Hoje, admite não ter tido projeto. Para o pleito deste ano, garante, será diferente, ao menos em termos de preparação.

“Não tive tempo de fazer plano de governo, não tive tempo de me planejar, de planejar uma campanha, formar partido, ter aliados. Eu não tive nada disso. Agora, tem um ano que estou andando, já fui em 70 municípios, conversei com toda a sociedade civil organizada. Em 2018 eu não tinha projeto, pegava uma bandeira do 17 Bolsonaro e andava como um doido. Não tinha, não dava, não deu tempo, não tinha recurso, não tinha nada. Esse é o diferencial, agora está planejado. Agora é outra conversa”, promete.

A incipiente chapa de Manato começará a se formar amanhã, quando de sua chegada ao partido de Magno Malta, com quem irá dividir atribuições do PL no Espírito Santo. O ex-deputado vai tocar sua campanha ao governo, enquanto o ex-senador vai cuidar das disputas proporcionais (Ales e Câmara Federal). “A do presidente é todo mundo”, completa.

Manato ainda não sabe quem será seu candidato a vice, escolha que deve ficar para julho. Por ora, tem como parceiro Malta e, claro, Bolsonaro. “Meu material é todo Bolsonaro, Manato e Magno”, assegura o bolsonarista de primeira ordem, que abre as portas para outros apoiadores. “São bem-vindos todos que quiserem apoiar o presidente”, acrescenta.

Questionado se outros podem se valer do título de lealdade ao presidente, o pré-candidato, apegado a própria história e fama, refuta a possibilidade. “História de vida você não compra, você constrói. E eu construí. Os outros até podem dizer que apoiam alguma coisa, se for bom, se o presidente crescer na pesquisa. Mas aí o cara fala assim: ‘qual o seu número? Ah, o do Manato é 22 né, o do presidente’. Tem o simbolismo.

Esse apoio, reforça, será importante no Estado. Manato fala no deputado estadual e candidato derrotado à Prefeitura de Vitória, Capitão Assunção, e no vereador da capital, Gilvan da Federal, ambos do Patriota e, acima de tudo, bolsonaristas, como possíveis colegas no novo partido. Independente de quem chegar ao segundo turno contra Casagrande, o ex-parlamentar irá apoiar seu adversário.

“Nós vamos tratar todo mundo com muito respeito, agregar para o presidente para jogar para o segundo turno. E no segundo turno, quem for, com qualquer denominação, e se a gente não for, a gente vai apoiar contra o governo que está aí”, conclui.

 

 

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