sábado, 21 de maio de 2022
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Deputados travam sessão e dois vetos do Governo ainda aguardam votação

Um dos líderes oposicionistas na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), o deputado Carlos Von (Avante), entrou com pedido de requerimento de urgência, hoje (09), para sustar o aumento da tarifa no Sistema Rodovia do Sol, que no mês passado passou de R$2,20 para R$ 2,40 (carros de passeio) na Terceira Ponte, e de R$9,40 para R$ 10,90 na Praça Praia Sol, em Guarapari (ES). No entanto, a manobra do deputado foi rejeitada pela base governista na Casa.

Por 17 votos contra 9, os deputados rejeitaram a tramitação em regime de urgência de projeto do deputado Carlos Von. Com a decisão, a proposta agora será analisada de maneira usual na Assembleia Legislativa (Ales).

Na defesa para aprovação do requerimento, Carlos Von foi enfático ao criticar a atuação dos parlamentares em relação a medidas que contemplam o Governo estadual. 

“Qual o interesse desta Casa em votar contra o nosso povo que está sofrendo com esse abuso do pedágio mais caro do Brasil? E essa Casa autoriza o Governo do Estado a conceder o maior aumento da história do pedágio em plena pandemia. Esta semana, a Casa votou o aumento do IPVA,  o aumento da passagem de ônibus, a favor da aglomeração dentro dos ônibus, a favor do passaporte vacinal e agora vota a favor do aumento do pedágio”, questiona. 

As afirmações do deputado Carlos Von renderam discussões no Plenário. A deputada Janete de Sá (PMN) chamou a atenção para as manobras que estão acontecendo neste ano eleitoral. 

A deputada estadual Janete de Sá (PMN) chamou atenção para as intenções por trás das pautas em votação. Foto: Lucas S. Costa/Ales

“As pessoas precisam ficar muito atentas a essas pautas que são colocadas apenas no ano eleitoral. Pauta de IPVA, aumento no valor do pedágio, e vale chamar atenção que é apenas em ano eleitoral. Pautas como essas devem ser discutidas em todo o período legislativo, e não pedir um regime de urgência em algo que precisa de uma discussão profunda. Toda a Casa concorda em discutir, mas com uma discussão ampla”, defende.

Vetos 

Na sessão ordinária desta terça-feira (8), o deputado e vice-líder Marcos Garcia (PV) pediu vista de seis vetos. Hoje (9), relatou favorável a:

  • Proibir a implantação de estabelecimentos prisionais estaduais sem a anuência do município onde ele será instalado; 
  • Dar nome de José Poubel Cardoso a Rodovia ES-181, que liga Alegre a Muniz Freire. O veto foi mantido, pois segundo o Executivo, o trecho já é denominado Alair Borges Pimentel; 
  • Projeto que obriga hotéis, motéis, casas noturnas e similares a anexarem placa, em local visível, sobre os crimes praticados contra menores de idade e informar as penalidades previstas; 
  • Projeto que dispõe sobre o tempo máximo de espera para atendimento nas lojas físicas de operadoras de telefonia fixa e celular no Estado; 

No momento de votar os dois últimos vetos, um que obriga a instalação de lavatório nos banheiros químicos dos eventos organizados nos espaços públicos ou privados, e o outro que institui a Política Estadual de Prevenção de lesões autoprovocadas e do Suicídio no Estado, o deputado Fabrício Gandini (Cidadania) pediu vista. 

O deputado Freitas (PSB), na mesma hora, pediu recomposição de quórum, isto é, recontagem de parlamentares dentro do Plenário. Esta manobra política foi utilizada nas últimas sessões e segundo parlamentares da oposição, é um modo de “calar a boca” de quem é contra o Poder Executivo. 

O deputado Sérgio Majeski (PSB) em conversa para não acabar com a sessão. Foto:Lucas S. Costa/Ales

O deputado Sérgio Majeski (PSB) registrou sua insatisfação com a utilização desse artifício nas sessões desta semana.  

“A pauta já foi travada e não vejo motivo para recomposição de quórum se não houver votação. Nós estamos na terceira sessão desta semana: segunda não conseguimos falar, pois havia Tribuna Livre; ontem, não tinha nem uma hora de sessão quando o deputado pediu recomposição; e hoje, novamente. Pega muito mal para a sociedade ver que a base aliada não quer nos deixar falar”, lamenta. 

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