quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
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    O pré-candidato Lula pretende revogar a reforma trabalhista

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    As movimentações para as eleições de 2022 já começaram e promessas já estão sendo feitas. Uma delas é a revogação da reforma trabalhista, num eventual governo Lula. Figuras conhecidas da política criticaram a ideia.

    O governador do estado mais populoso do país e também pré-candidato, João Dória (PSDB), defendeu a reforma trabalhista e atacou a cúpula petista em apoiar a revogação. “O emprego não voltará ressuscitando leis ultrapassadas, mas sim com crescimento econômico. E para ter crescimento, precisamos de investimento. E para termos investidores precisamos ter confiança e segurança jurídica. Revogar as reformas é fazer o contrário: criar desconfiança nos investidores e gerar insegurança jurídica”, pontuou.

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    O deputado federal Rodrigo Maia (sem partido – RJ) afirmou que todos os direitos básicos dos trabalhadores foram mantidos com a reforma trabalhista de 2017. “Na modernização das leis trabalhistas, apenas modificamos leis, não a Constituição. Ficar discutindo a revogação da lei só vai gerar insegurança institucional para o processo eleitoral”, colocou. 

    Os brasileiros deveriam acompanhar de perto o que está acontecendo com a reforma trabalhista espanhola.

    Lula

    No primeiro dia útil do ano (03), a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, destacou a revisão da reforma trabalhista de 2012, pela Espanha. Para ratificar o posicionamento do partido, o pré-candidato e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou nas redes sociais sobre as mudanças discutidas no país europeu.

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    O PT avalia reverter outras propostas aprovadas  nos governos que sucederam os governos petistas. O programa de privatizações de estatais e o teto de gastos são os principais pontos estudados para uma eventual futura revogação.

    Na entrevista concedida para O Globo, Gleisi confirma que numa eventual governança federal pelo partido, há possibilidade de revogação dessas medidas. “O teto de gastos está desmoralizado e deve ser um dos primeiros a serem liquidados. Bolsonaro fez o orçamento de guerra e muitas outras coisas fora do teto aos olhos do mercado”, disse.

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    Reforma trabalhista espanhola

    A reforma trabalhista mencionada pelo PT que serviu de orientação para a construção da reforma realizada pelo governo de Michel Temer, em 2017, foi revogada na Espanha. Na época, o governo espanhol buscou baratear as contratações para aumentar o número de empregos.

    No entanto, o que acabou ocorrendo na Espanha foi uma série de precarizações das relações de trabalho, com criações de vagas mal remuneradas e condições ruins de trabalho, além de deixar o país com uma taxa de desemprego de 14,5%.

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