sábado, 21 de maio de 2022
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Juíza nega sigilo em processo de motorista indiciada por atropelar ciclista em Camburi

A Justiça definiu que o processo referente à morte por atropelamento da estudante e modelo Luísa Lopes, de 24 anos, vai continuar tramitando às claras. A defesa da corretora de imóveis Adriana Felisberto Pererira, de 33 anos,  indiciada como responsável por provocar o acidente, apresentou requerimento para que o caso corra em sigilo, mas teve o pedido negado.

Luísa foi atropelada na noite do dia 15 de abril, uma Sexta-Feira da Paixão. A estudante tentava atravessar de bicicleta a avenida Dante Michelini, na Praia de Camburi, em Vitória, em direção a Jardim da Penha quando foi atingida pelo veículo conduzido por Adriana.

O advogado Jamilson Monteiro Santos justificou a solicitação alegando que sua cliente vem sofrendo seguidas ameaças. O motivo seria a grande visibilidade dada ao caso pela imprensa.

A decisão data da última sexta-feira (29) e é assinada pela juíza Cláudia Vieira de Oliveira Araújo, da 6ª Vara Criminal de Vitória. Ela negou o requerimento sob o argumento de que o fato “já foi amplamente noticiado pela imprensa”. A magistrada citou a inexistência de “informações constantes neste feito que necessitam de sigilo, as quais, inclusive, já foram veiculadas”.

Em outro trecho, a juíza apontou a ausência no processo de provas das intimidações relatadas pela defesa. “Apesar da alegação de que a autuada vem sofrendo ameaças, não foram juntados aos autos documentos que comprovem tal alegação”.

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Câmeras flagraram atropelamento

Imagens do Circuito de Videomonitoramento da Prefeitura de Vitória (PMV) mostram o momento em que Luísa Lopes foi atropelada. De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Pública (Semsu), a ciclista estava atravessando a avenida Dante Michelini fora da faixa de pedestres e com o sinal verde para os carros no sentido Serra. Ela foi atingida pelo veículo conduzido por Adriana Felisberto Pererira e morreu na hora.

A pasta destacou ainda que não havia um segundo carro envolvido no acidente, como foi relatado por testemunhas momentos após a colisão e também pela defesa de Adriana.

Liberdade concedida

Adriana Felisberto Pereira chegou a ser presa pela Polícia Militar, mas teve a liberdade provisória concedida pela Justiça na tarde de sábado (16), menos de 24 horas depois ter atropelado Luísa Lopes.

A corretora de imóveis foi liberada após pagamento de fiança. Na decisão, o juiz José Leão Ferreira Souto reduziu a fiança de R$ 5 mil para R$ 3 mil e Adriana conseguiu deixar o sistema prisional.

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