quarta-feira, 18 de maio de 2022
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Preso mais um suspeito de atirar no sargento da PM Marcos Romania. Ainda falta um.

Mais um suspeito de envolvimento no assassinato do policial militar Marcos Romania foi preso esta semana. Desta vez foi o Alex de Almeida Gomes, conhecido como “Feinho”, 21 anos. Ele é apontado como o autor do tiro que matou o Sargento Romania, 53 anos, dia 15 de fevereiro, num bar em Joana D’ Arc, Vitória. “Feinho” estava foragido em Barra de São Francisco, Noroeste do estado.

De acordo com a Polícia Civil, Informações obtidas pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), que davam conta do paradeiro do suspeito, foram compartilhadas com o Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), responsável pela investigação, dando início a uma operação policial para busca do criminoso.

“Na madrugada de quarta-feira (16), uma equipe composta por policiais do Deic e da DHPM se deslocou até Barra de São Francisco, onde realizou levantamentos para confirmar o endereço do alvo. Descobrimos que ele estava usando o nome falso de Felipe e seguindo a vida escondido em Barra de São Francisco, acreditando que, dessa forma, estaria fora do nosso alcance”, relatou o titular da Divisão de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio, delegado Gabriel Monteiro.

Ao se ver cercado pelos policiais, o indivíduo ainda tentou fugir, mas não obteve êxito. Os policiais civis utilizaram um drone e contaram com o apoio do helicóptero NOTAer para acompanhar o trajeto do suspeito. A Polícia Militar, por meio do 11º Batalhão, foi acionada para dar continuidade ao acompanhamento em terra até que policiais da Força Tática alcançaram e realizaram a prisão.

Em uma coletiva de imprensa realizada no dia 21 de fevereiro, o delegado responsável pela Divisão de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio Público, Brenno Andrade, disse que os criminosos alegaram que o crime foi um roubo, e que o fato não teria relação com o exercício da função do policial militar.

“Eles alegam que foram fazer um assalto em uma distribuidora de bebidas em Cariacica, mas o local estava fechado, então eles começaram a rodar procurando outro estabelecimento comercial. Encontraram um em Joana D’Arc e efetivaram o roubo. O motorista que participou do fato narrou os detalhes para a polícia, que a partir daí conseguiu identificar os outros criminosos”, disse o delegado.

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), Alexandre Ramalho, também esteve presente na coletiva de imprensa da Polícia Civil nesta segunda-feira na ocasião e destacou que as forças de segurança não irão descansar até pegar os criminosos que atentaram contra a vida do policial militar.

“Mais uma vez o perfil desse que diz ser o executor, de 17 anos, não mora com o pai nem com a mãe, está diretamente ligado ao tráfico de drogas e tem baixíssimo grau de instrução. Uma criminalidade muito violenta nas mãos desses jovens, que estão “zombando” da sociedade capixaba porque não são alcançados pela legislação. Mas certamente serão alcançados pelas nossas polícias”, disse.

Buscas pelo último foragido continuam

O Inquérito que investigou o latrocínio foi concluído e identificou cinco indivíduos envolvidos. Desses, quatro já foram presos e respondem pelos crimes de latrocínio e associação criminosa. O último foragido é um indivíduo de 33 anos, que, segundo as investigações, atirou contra o sargento quando ele já estava caído ao chão, dando o chamado “confere”, disparos para confirmar o óbito.

O crime

O sargento da Polícia Militar (PM), Marcos Romania, de 53 anos morreu após ser baleado em um bar, no dia 15 de fevereiro, no bairro Joana D’arc, em Vitória. O militar foi alvejado com pelo menos três disparos. Na época, testemunhas disseram que o militar estava no bar, com outros moradores locais, assistindo a uma partida de futebol, quando os criminosos chegaram e anunciaram o assalto.

O dono do bar e os clientes foram levados até a cozinha, e o sargento encaminhado para o depósito. Depois de alguns minutos, ouviram-se três disparos. Romania foi atingido no pescoço, na cabeça e na nuca. Os suspeitos não roubaram nada do estabelecimento e fugiram com a arma do policial.

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