segunda-feira, 16 de maio de 2022
23.9 C
Vitória

Preso suspeito de dar prejuízo de mais de um R$ 1 milhão a formandos

Um homem de 39 anos, acusado de aplicar golpe milionário contra pelo menos 120 universitários, foi preso pela Polícia Civil do Espírito Santo. Ao todo, 11 comissões de formatura, de pelo menos quatro universidades, foram prejudicadas e não tiveram suas festas realizadas. Estima-se que o prejuízo total foi de mais de R$ 1 milhão aos formandos.

De acordo com a Polícia Civil, entre 2015 e 2016 o acusado celebrou contrato de prestação de serviço com 11 comissões, fazendo-as acreditar que realizaria os eventos de formatura firmados em contrato. Em meados de 2019, ou seja, às vésperas das festividades das turmas que estavam se formando, as vítimas perceberam o golpe.

Os valores cobrados pelo criminoso variavam de R$6 mil até R$ 20 mil. O homem foi preso no último domingo (13), enquanto participava de um campeonato de jiu-jitsu em Vitória.

“Um craque no crime, que roubou os sonhos das pessoas. Mais de 120 vítimas ficaram sem as suas formaturas. Agora, ele vai responder pelos seus crimes e vamos dar um alento para essas pessoas que tiveram seus sonhos frustrados”, destacou o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda.

O delegado titular da Delegacia de Defraudações (Defa), Douglas Vieira explicou que o crime veio à tona quando em 2019, uma das comissões de formatura percebeu que os convites da festa não haviam chegado. Várias vítimas procuraram a delegacia para denunciar o ocorrido.

O delegado explica que na hora de fechar um contrato como esse há formas das comissões de formatura se resguardarem e evitarem este tipo de prejuízo. “O ideal é abrir uma conta bancária em nome da comissão, fazer os depósitos nela e somente o presidente ter acesso à movimentação. Não recomendamos ficar depositando em nome de empresa. No caso, o suspeito que prendemos, pedia para depositar em nome das empresas de terceiros, porque estava com o nome negativado e limpou com o dinheiro das vítimas”, explicou o delegado.

O crime

De acordo com o delegado, em 2015 o suspeito fez uma sociedade com uma empresa de eventos renomada, que não teve o nome divulgado. Esta parceria durou dois anos. Segundo investigação da Polícia Civil, vários contratos foram firmados, mas os gestores da empresa perceberam que algumas obrigações não estavam sendo cumpridas e resolveram desmanchar a parceria.

O acusado então, ofereceu R$ 200 mil para comprar parte da empresa, mas não honrou o pagamento, quitando apenas duas parcelas da dívida.

“Após firmar o acordo, ele fez aditivo em todos os contratos de formatura e passou a ser o responsável por esses eventos. O aluno pagava até R$ 20 mil para ter a sua festa de formatura”, disse Douglas.

O delegado contou que o criminoso estava sendo procurado desde o segundo semestre de 2020. O titular da Defa explicou que os estelionatários costumam, quando o crime vem à tona, primeiro ir procrastinando, alegando problemas financeiros e vão ganhando tempo para tentar conseguir sumir para outro local e com os valores.

“A gente sempre recomenda que se o contrato não for cumprido e já tiver um número elevado de vítimas, procurar logo a delegacia. Esse tipo de estelionatário costuma montar um negócio e por um período trabalha de forma lícita e honra seus compromissos, porém, a partir de um determinado momento começa a se apropriar do dinheiro das vítimas. E a partir do momento que isso vem à tona, ele começa a se evadir e passar vários endereços inexistentes”, ressaltou o delegado.

O homem foi preso preventivamente e tem contra ele dois mandados de prisão, além de já ter quatro ações penais que tramitam, sendo três em Vitória e uma em Cariacica. O delegado explicou que cada golpe é um crime de estelionato e que a pena pode chegar até cinco anos de prisão. Além disso, se a polícia conseguir identificar que houve lavagem de dinheiro, também poderá responder com pena de até oito anos.

Vida luxuosa

Ainda de acordo com o delegado, o criminoso levava uma vida luxuosa, com um padrão acima do seu rendimento, e que possivelmente usava o dinheiro das vítimas para ostentar.

“Em 2019, quando ele deveria estar imbuído em diversas festas de formatura, viajou para à China, e ele mesmo admitiu que nesse local assistiu eventos esportivos como MMA, corridas automobilísticas e jogos de tênis”, contou o delegado.

 

 

 

 

 

 

- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Moderação de comentário está ativada. Seu comentário pode demorar algum tempo para aparecer.

Relacionados

- Publicidade -