quarta-feira, 18 de maio de 2022
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Empresários Capixabas presos por suspeita de liderarem esquema de roubo de combustível

Empresários capixabas do ramo de transportes estão presos por suspeita de comandarem organização criminosa especializada em furto de combustível da Petrobras.

De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro, os capixabas Daniel José Campagnaro e Magnojai Rizzari Recla, faziam parte de uma organização criminosa, chamada de “BR Ratobras”, que agia principalmente no Rio de Janeiro, mas também no Espírito Santo. A quadrilha é especializada em furto de combustível por meio de perfuração de dutos da  Petrobras Transporte S.A (Transpetro).

Nesta quarta-feira (23), foi deflagrada a operação “Ratoeira” e os Agentes da Polícias Civis do Espírito Santo e Rio de Janeiro cumpriram10 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão nos dois estados e também em Minas Gerais e em Pernambuco.

A Polícia Civil do ES informou que Campagnaro foi detido e levado à delegacia para prestar depoimento. Na casa do suspeito foram encontrados documentos e veículos. “A investigação aponta que ele tinha caminhões que eram usados pelo grupo no transporte do combustível furtado”, esclarece o titular da Delegacia de Polícia de Ibiraçu, delegado Leandro Sperandio.

Segundo o delegado, o outro capixaba Magnojai Rizzari Recla, que mora em João Neiva, foi preso em São Paulo. Na residência do segundo suspeito, foram apreendidos documentos, cinco HDs e dois veículos, sendo uma motocicleta modelo R6 e uma Optima.

Recla já havia sido preso em 2016, na ocasião ele foi autuado por envolvimento em fraudes e subtração de combustíveis. Seu poso de combustíveis permanece interditado. O ponto na época, era usado para comercializar os produtos roubados.

A Polícia Civil apontou nas investigações, os dois capixabas presos eram os “cabeças” na organização criminosa. Os empresários recebiam o combustível furtado no Rio e comercializavam nas suas próprias empresas no Espírito Santo.

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A Policia Civil esteve no local onde os combustíveis roubados eram depositados para serem comercializados pelos suspeitos. Foto: Reprodução.

Há um terceiro suspeito capixaba e que se encontra foragido, Robson Teixeira Alves Gusmão, apontado também como sócio na operação criminosa que receptava os combustíveis. A Polícia disse que Robson é morador de Vitória e que ainda não foi localizado.

A equipe de reportagem da Rede MovNews não conseguiu contato com as defesas dos investigados. O espaço está aberto para manifestação de seus advogados.

A empresa Transpetro foi procurada para comentar o caso de furto e respondeu que está colaborando com as investigações e que mais de 30% dos delitos não chegaram a ser concluídos devido ao trabalho de inteligência das forças de segurança.

Começou em 2017 a investigação

As investigações tiveram início quando a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu dois membros da quadrilha que conduziam petróleo subtraído, na cidade de Magé. A polícia na hora da prisão prendeu os aparelhos de telefone celular da dupla e passou a investiga-los para chegar aos mandatários do crime.

Com o andamento das investigações, os agentes da polícia identificaram os criminosos e as respectivas funções na operação clandestina.

Esquema

A Polícia Civil apresentou como era orquestrado o furto de combustível por meio de perfuração de dutos, e que a organização é formada por três núcleos. Um é o responsável por efetuar a perfuração nos dutos com uso de equipamentos próprios; o outro pela extração e transporte do petróleo e combustível subtraídos em caminhões; e o terceiro é composto por empresários receptores do produto.
A logomarca criada para estampar o grupo de mensagens onde era feita a comunicação entre os integrantes do crime. Foto: Reprodução.

Segundo o delegado que investigava o caso, a comunicação entre eles era feita por aplicativos de mensagens, onde definiam suas estratégias de execução, que eram sempre realizadas em horários noturnos. O grupo criado, chamado “BR Ratobras”, tinha até uma logomarca com a imagem de um rato segurando um fuzil.

Foram denunciados e tiveram a prisão preventiva decretada:

  1. Adriano Marcelo Gomes, motorista de caminhão, preso;
  2. Daniel José Campagnaro, empresário dono de caminhões;
  3. Dionathan Rodrigues Lima, empresário dono de caminhões;
  4. Franz Dias da Costa, motorista de caminhão; preso;
  5. João Luiz Gomes Diogo, empresário dono de caminhões;
  6. Magnojai Rizzari Recla, empresário receptador do combustível furtado;
  7. Mauro Pereira Gabry, empresário dono de caminhões;
  8. Milton Carlos Felix de Souza, responsável por perfurar dutos, preso em Magé;
  9. Robson Teixeira Alves Gusmão, empresário receptador do combustível furtado;
10. Rogerio Peixoto Gomes, responsável por perfurar dutos.
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