Operação Volátil: investigadores procuraram informações sigilosas em autarquia do governo

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 Operação Volátil: investigadores procuraram informações sigilosas em autarquia do governo

Fachada do Prodest – Foto: Divulgação

Durante a Operação Volátil, em que a Polícia Federal (PF) investiga irregularidades em compras de álcool em gel pelo Governo do Estado, policiais federais estiveram na sede do Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Espírito Santo (Prodest).

Os investigadores procuraram informações consideradas sigilosas no processo de compra do produto. A empresa Tantum Solutions, responsável pela venda, é suspeita de formação de organização criminosa, fraude e superfaturamento no processo.

Em compras feitas no mesmo período, a variação do preço chegou a quase 300% a mais. Foram adquiridos 400 mil unidades do higienizador, em frascos de 500 ml, cada um por R$ 15,90. O total corresponde a R$ 6,36 mi. Policiais federais cumpriram sete mandados de busca e apreensão em residências e empresas localizadas em Vitória, Vila Velha, e em São Fidélis e Macaé, no Rio de Janeiro.

A autarquia disponibiliza e protege dados relativos a contratos firmados pelo governo estadual. Em nota, informou que nenhum equipamento do órgão foi apreendido e que o Prodest não tem relação com os contratos investigados.

O Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest) é responsável por disponibilizar e proteger dados relativos a contratos firmados pelo Governo do Estado do Espírito Santo. Na manhã desta segunda-feira (07), policiais federais estiveram na sede da autarquia em Vitória em busca de informações sigilosas relacionadas à Operação Volátil.

Nenhum equipamento do órgão foi apreendido pelos policiais federais. O Prodest não tem nenhuma relação com os contratos investigados“, afirma o Prodest.

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