segunda-feira, 16 de maio de 2022
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Exército russo ataca a segunda maior cidade da Ucrânia e Zelensky reforça pedido de ajuda

Na madrugada desta terça-feira (1º), o exército russo atacou a segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, e provocou pelo menos dez mortes e 35 feridos, após um míssil atingir o prédio da Administração Estatal Regional do Governo. De acordo com informações do próprio exército russo, o objetivo agora é realizar ataques na capital do país, em Kiev, onde uma torre de TV já foi atingida.

Também nesta terça-feira (1º), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez um apelo para que a União Europeia ajude as forças de resistência de seu país a lutar contra as tropas militares russas. Em um rápido pronunciamento feito por videochamada, durante a sessão plenária extraordinária que o Parlamento Europeu realiza hoje (1º), Zelensky reforçou o pedido para que a Ucrânia seja aceita entre os países-membros do bloco europeu.

“Nosso povo está extremamente motivado. Estamos lutando por nossos direitos, por nossa liberdade e por nossas vidas, mas também estamos lutando para sermos membros da Europa, em plena igualdade. Acredito que é exatamente isto que estamos mostrando a todos: que somos europeus e que a União Europeia será muito mais forte conosco. Sem a União Europeia, a Ucrânia estará só, isolada. Já mostramos nossa força, que estamos no mesmo nível. Por isto, mostrem que estão com a gente e que não vão nos abandonar”, disse o presidente.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também disse que os bombardeios russos na cidade de Kharkiv constituem um “crime de guerra”. Além disso, ressaltou que a defesa da capital Kiev é nesta altura a “prioridade”.

Imagens de satélite divulgadas pela mídia e nas redes sociais mostraram que um comboio russo com mais de 64 quilômetros de comprimento já estava se aproximando da capital da Ucrânia.

“O ataque contra Kharkiv é um crime de guerra. É terrorismo de Estado. Os russos estão avançando na capital, como em Kharkiv. Por isso, a defesa da capital é hoje a principal prioridade”, afirmou Zelensky em um vídeo publicado numa rede social.

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, disse também nesta terça-feira (1º), que a União Europeia deve dar total apoio para que o Tribunal Penal Internacional investigue possíveis crimes de guerra cometidos pela Rússia na invasão militar da Ucrânia.

No domingo (27), o Governo ucraniano ajuizou um processo contra a Rússia junto ao Tribunal Penal Internacional, pedindo que a Corte ordene que as tropas russas parem imediatamente o ataque militar.

“Vamos apoiar a jurisdição do Tribunal de Haia para investigar crimes de guerra na Ucrânia e para responsabilizar o presidente russo, Vladimir Putin. Estamos diante de uma ameaça existencial à Europa que conhecemos”, disse Roberta.

Os ataques do exército russo na Ucrânia acontecem desde a última quinta-feira (24), em diversos locais do país, quando de fato seu deu o início da guerra. Ataques por terra, água e ar estão sendo realizados desde então. A princípio, achava-se que os bombardeios seriam realizados apenas em locais estratégicos do país, como em áreas militares, aeroportos, o que não aconteceu.

Êxodo ucraniano

Nesta terça-feira (1º), a Organização das Nações Unidos para Refugiados (Acnur), anunciou que mais de 660 mil pessoa já deixaram a Ucrânia desde o início dos ataques russos ao país. Esta, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), pode ser “a maior crise de refugiados da Europa neste século”.

Milhares de pessoas de várias nacionalidades vivem na Ucrânia, incluindo brasileiros, que estão se deslocando em direção a países vizinhos para conseguirem voltar ao Brasil. Segundo equipes da Acnur, na fronteira com a Polônia, a fila de pessoas tentando deixar o país já chega a quilômetros, com relatos de pessoas que afirmam estar há mais de 60 horas expostas ao frio intenso, tentando ingressar em território polonês.

Para socorrer as famílias que fogem dos ataques russos, as Nações Unidas e instituições parceiras fizeram, hoje (1º), dois apelos. Um que visa a arrecadar US$ 1,7 bilhão para fornecer ajuda humanitária a quem busca refúgio e outro para auxiliar a quem permanece na Ucrânia.

A estimativa é que cerca de 12 milhões de pessoas precisarão de ajuda e proteção dentro do território ucraniano, enquanto mais de 4 milhões de refugiados podem precisar de assistência em países vizinhos nos próximos meses.

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