segunda-feira, 16 de maio de 2022
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Kiev, capital da Ucrânia, cercada, mas Rússia fala em negociações

A capital da Ucrânia, Kiev, foi cercada por tropas russas nesta sexta-feira, enquanto porta-voz do governo Putin anunciava a disposição de mandar emissários a Minsk, a capital belarussa, para conversações com representantes da Ucrânia.

Segundo o porta-voz Dmitry Peskov, “a desmilitarização da Ucrânia seria a base para o início das negociações”.

MovNews Internacional conversou com a ucraniana Ocsana, casada com o economista brasileiro Igor Martins, a partir de São Paulo, e com o pai do economista, jornalista Idivarcy Martins, que viveu como refugiado em Moscou.

Por Oswaldo Oleari

Um economista brasileiro, uma artista plástica ucraniana – o casal – um jornalista especializado em marketing político.

Igor Martins e Ocsana Martins, o casal, falando com o repórter do MovNews direto de São Paulo, o pai de Igor, Idivarcy, falando de Vitória.

Abri a conversa dizendo que os três não tinham sido convidados para a guerra, mas estavam diretamente envolvidos nela.

Um sentimento “de raiva”, disse a ucraniana Ocsana, revoltada diante da violência imposta pelo ditador russo Vladimir Putin ao povo ucraniano.

Mas nem Ocsana nem o marido economista Igor acham que Putin alcançou o efeito esperado, que era amedrontar a população. Apesar do horror de bombardeios localizados, avaliam que a tentativa de Vladimir Putin se frustrou, embora se sintam decepcionados com a falta de apoio e solidariedade de países do Ocidente.

“Putin achava que seria fácil demais, mas isso não aconteceu”.

Idivarcy Martins, que viveu refugiado em Moscou na época da Guerra Fria, avalia que o ditador Putin de certa forma se isolou, pois não obteve apoios expressivos para sua aventura desastrosa.

“Hoje, ele está isolado”, diz Idivarcy.

Igor Martins considera ainda que Vladimir Putin está ancorado apenas nos oligarcas russos, uma elite corrupta e mafiosa, que gravita no entorno de empresas estatais, embora avalie as sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pelo Primeiro Ministro do Reino Unido, Boris Jonhson, e pela União Europeia como insuficientes para desestabilizar Putin.

“As sanções são incipientes ainda, representam muito pouco”, diz Igor.

Seu pai, Idivarcy, afirma que numa conversa com o amigo e jornalista Luis Carlos Azevedo apostou que Vladimir Putin não atacaria a Ucrânia em virtude do quadro internacional de de circunstâncias desfavoráveis.

Tanto Ocsana quanto Igor nutrem uma tênue expectativa de que o primeiro mandatário russo recue diante da menção pelo presidente da Ucrânia, Zelenski, de uma possível neutralidade da Ucrânia, que seria a palavra chave para conter o ditador russo.

Igor Martins e Ocsana contam como se conheceram na Ucrânia. Veja o Vídeo.

 

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