quarta-feira, 18 de maio de 2022
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ES reforça importância da quarta dose da vacina covid-19 em idosos

Em mais um projeto desenvolvido com objetivo de oferecer à população capixaba ainda mais conhecimento a respeito das decisões que embasam o enfrentamento à pandemia da covid-19, em especial, à imunização contra a doença, a Secretaria da Saúde (Sesa) realizou, na última quinta-feira (24), um evento sobre a importância da quarta dose na população com 60 anos ou mais.

O evento aconteceu de forma on-line e contou com a participação do subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, como mediador, e com a apresentação dos médicos infectologistas, Lauro Pinto e Alexandre Naime; da médica e pesquisadora do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), Valéria Valim; e da pós-doutora em epidemiologia, Ethel Maciel.

“A nossa intenção é poder produzir este espaço de apresentação da ciência semanalmente, para que possamos discutir temas relevantes e de grande importância à saúde pública do nosso Estado. Os dados mostram que a covid-19 é uma doença que tem uma questão bastante acentuada com a população idosa e sabemos que é uma população que tem uma alta aceitação à vacina”, destacou o subsecretário de Saúde, Luiz Carlos Reblin.

O Espírito Santo é um dos estados brasileiros que já iniciou a aplicação da quarta dose (segunda dose de reforço), em sua população com 60 anos ou mais. Concomitante a esse novo processo, o Estado também poderá ajudar a subsidiar decisões de autoridades sanitárias no enfrentamento à covid-19, por meio das respostas trazidas pelo estudo “Reforça Mais”.

“É um momento importante. Brigamos muito para que essas doses fossem administradas e incorporadas. Sabemos que na ciência não temos nada pronto, quando falamos de uma doença nova, aprendemos no processo. À medida que os estudos vão sendo feitos, temos condições de dizer onde a ciência tem evidencia e onde tem dúvidas, e a dose de reforço e o estudo coordenado pela professora Valeria, do qual fazemos parte, vai propiciar com que tenhamos mais dados e informações para que o Brasil possa ampliar a dose de reforço aos idosos”, ressaltou Ethel Maciel.

Já o infectologista Lauro Pinto esclareceu a relação entre o processo de envelhecimento das pessoas e a vacinação. Ele explicou que a imunidade envelhece, às vezes mais que as rugas da face, e que por isso passamos a produzir menos anticorpos. Disse ainda que o idoso é mais suscetível à covid-19 e quando mais precisa da vacina, ela é mais frágil, devido ao envelhecimento, e que isso não acontece só com a vacina da covid-19, mas com outras também.

 “E como fazer para proteger os idosos, com o envelhecimento da resposta imune? No caso específico da covid-19, a alternativa que o mundo tem adotado é encurtar o intervalo de reforço. É o momento adequado de proteger nossos idosos para o que vem por aí, e uma alternativa de dar mais segurança. A pandemia não acabou, ainda temos muita gente que não se vacinou. A vacina é segura e salva vidas. Todas as estatísticas brasileiras, europeias e americanas mostraram que as pessoas vacinadas hospitalizam menos, morrem menos. E com apoio da Sesa, além de fazermos a quarta dose maciçamente, estaremos produzindo ciência de boa qualidade”, disse o infectologista.

Estudo Reforça Mais

Corroborando com os pontos apresentados pelos convidados da live, a professora Valéria Valim, que coordena o estudo “Reforça Mais”, informou que a decisão de vacinação da quarta dose no Espírito Santo foi uma decisão de saúde pública, ao apresentar as hipóteses e objetivos do estudo.

De acordo com Valéria, é em função dessa decisão que o estudo está sendo realizado para avaliar a efetividade, segurança e a capacidade da vacina de induzir proteínas e células que conferem proteção dos indivíduos que receberem estas doses.

“A queda de anticorpos já acontece em todas as faixas etárias, mas é mais precoce em imunossuprimidos e nos idosos. A dose de reforço é uma estratégia de estímulo para um sistema imunológico que já tem alguma memória e pode ter capacidade de resposta até muito maior que teve a imunização primária, além de ser uma estratégia importante para otimizar a capacidade de resposta do sistema imunológico. Com as hipóteses que trazemos neste estudo serão importantes de serem medidas, pois podem interferir na estratégia de decisão das autoridades sanitárias em relação ao esquema primário nos idosos”, ressaltou.

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