quinta-feira, 19 de maio de 2022
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Cirurgias eletivas suspensas por 14 dias nas redes privada e pública do ES

As cirurgias eletivas estão suspensas por 14 dias nas redes privada e pública de saúde do Espírito Santo. A suspensão veio na forma da Portaria 021-R, publicada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) neste domingo (30), em edição extra do Diário Oficial, e foi motivada pelo recrudescimento da pandemia de Covid-19, que tem aumentado a taxa de ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria para tratamento da doença.

De acordo com o texto, a medida visa garantir o atendimento a toda à população aos serviços de saúde no Estado, que hoje enfrenta uma quarta onda de casos e óbitos, motivada pela variante Ômicron. A portaria considera cirurgias eletivas essenciais e não essenciais as que podem esperar até 90 dias para serem realizadas. Apenas os procedimentos oftalmológicos estão mantidos.

Na manhã desta segunda-feira (31), o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, divulgou um vídeo explicando o que levou o governo a suspender tais cirurgias. “Nós queremos alertar a população que a medida foi necessária para poder garantir o atendimento e o acesso a toda a população, tanto na rede pública quanto na rede privada no Estado do Espírito Santo”, disse.

Atualmente, dos 680 leitos disponíveis, 81,91% estão ocupados. Do total, 398 são de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Destes, 323 têm pacientes, o que representa uma taxa de 81,16%. Já dos 282 de enfermaria, 234 estão preenchidos, ou seja, 82,98%, de acordo com a mais recente atualização do painel de ocupação de leitos da Sesa.

Não apenas os leitos estão sob forte pressão. Profissionais da Saúde que atuam no sistema privado e também no público são afetados. Somente nas duas primeiras semanas de janeiro deste ano, mais de nove mil trabalhadores contraíram Covid-19. De acordo com Fernandes, “os recursos humanos destinados a cuidarem de pacientes com a Covid-19 e também para atender cirurgias eletivas estão competindo com a disponibilidade de leitos”.

O secretário pontuou, no entanto, que a suspensão na rede privada de saúde só ocorrerá nas unidades que tiverem 85% de ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria ou que tenham “um afastamento muito significativo de trabalhadores nesta e na próxima semana”. Assim, unidades estão autorizadas a suspender cirurgias eletivas caso muitos profissionais sejam afastados por Covid-19, mesmo sem atingir a taxa mínima de leitos ocupados.

Não há previsão de quantos procedimentos serão postergados. Essa análise será feita no decorrer desta semana, a primeira de validade da suspensão. O embargo não afeta as cirurgias de emergência (que têm uma hora para serem realizadas), urgência (prazo de 24 horas) e de urgência eletiva (que devem ocorrer em até duas semanas).

Segundo Fernandes, os leitos de Covid-19 passarão novamente por expansão. Caso necessário, a expectativa é de que a oferta aumente para 2.197 unidades, dos quais 1.098 de UTI e 1.099 de enfermaria.

Ocupação

Até a tarde desta segunda-feira (31), o Espírito Santo tinha 81,91% dos leitos de UTI (81,16%) e de enfermaria (82,98%) para tratamento da Covid-19 ocupados. O pior cenário é o das regiões Central e Norte do Estado, que têm 86,76% das UTIs e 95% das enfermarias ocupadas. Em números reais, são: 59 de 68 UTIs com pacientes e 76 de 80 leitos de enfermaria preenchidos.

Apesar da Região Metropolitana da Grande Vitória concentrar a maior quantidade de unidades em uso, o fato de ter mais leitos disponíveis ameniza a situação. São 260 leitos de UTI, dos quais 208 (80%) ocupados , e 122 de enfermaria, sendo que 109 (89,34%) já têm pacientes em tratamento.

Confira a taxa de ocupação. Imagem: Reprodução Painel Covid/ SESA

O quadro é menos preocupante na Região Sul, que tem somados 150 leitos. Do total, 70 são de UTI e 56 (80%) estão ocupados. Já os 80 restantes são de enfermaria. Destes, 49 (61,25%) estão preenchidos.

Os dados estão disponíveis na plataforma Coronavírus, na seção Painel de Ocupação de Leitos Hospitalares. O sistema pertence à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que atualiza diariamente as informações lá contidas com relatórios diários enviados pelas secretarias municipais de Saúde.

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