quarta-feira, 11 de maio de 2022
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Causas, sintomas e tratamento do câncer raro da filha do apresentador Tiago Leifert

A Retinoblastoma é um tumor maligno raro originário das células da retina, parte do olho responsável pela visão, e que pode afetar um ou ambos os olhos

Câncer raro

Retinoblastoma? Já ouviu falar? Sabe o que é?

A doença passou a ser conhecida nacionalmente após o ex-apresentador da Rede Globo Tiago Leifert revelar que sua filha de 1 ano e 3 meses está passando por esse câncer raro.

A revelação foi feita por meio de um vídeo publicado em sua rede social, também como uma forma de alerta para os pais terem com os filhos pequenos.

A Retinoblastoma é um tumor maligno raro originário das células da retina, parte do olho responsável pela visão, e que pode afetar um ou ambos os olhos. As estatísticas mundiais variam, mas os números são de mais ou menos uma a cada 20 mil crianças que nascem com a doença. O tumor bilateral é mais precoce e mais agressivo e o unilateral tem um crescimento mais lento e é menos agressivo.

De acordo com o oftalmologista e presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Mario Motta, o diagnóstico da doença pode ser feito pelo chamado “teste do olhinho”, que é feito por um pediatra antes da criança ter alta da maternidade por um aparelho chamado oftamoscópio utilizado para examinar o fundo de olho.

Ele explicou que o normal é enxergar um reflexo avermelhado ou alaranjado na pupila do olho. Mas, se tiver uma diferença entre um lado e outro ou nos dois lados, o correto é que a criança seja encaminhada para um exame com um oftalmologista com dilatação de pupila.

Oftalmologista e presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Mario Motta Foto: Divulgação

“Quando a doença é diagnosticada precocemente, a chance de cura é superior a 90%.    Na maioria das vezes, Retinoblastoma tratado a tempo consegue preservar os olhos e salvar a vida da criança. Se o retinoblastoma for tratado tardiamente a chance de cura é muito pequena. Faz muita diferença o diagnóstico precoce. Toda criança tem que ser submetida ao teste do olhinho, que é um exame de triagem para quem precisa ser avaliado ou não”, disse Mario.

Sintomas

Motta explicou que quando a doença já está em um estágio mais avançada, pode ocorrer o que é chamado de baixar a visão do olho e sair da posição, com a criança ficando com um desvio, mais conhecido também como estrabismo, mais comumente em um olho só, sendo raro ter nos dois.

“Outra coisa que casos avançados podem causar é uma inflamação no olho que não passa, a doença em estágio mais avançado solta células que se espalham por dentro do olho e causam uma inflamação. Além disso, o olhar um pouco de lado e a fotografia tirada com flash e com o reflexo no olho esbranquiçado”, ressaltou o oftalmologista.

Tratamento

Mario disse também que todo tumor, seja ele no olho ou não, sofre um estagiamento para ver em que fase está e decidir qual será o tratamento. Ele explicou que se o tumor for muito inicial e localizado em um olho só, é possível destruí-lo só com um laser ou uma placa radioativa que é colocada em volta do tumor.

“Se já está mais avançado, existe o tratamento sistêmico com quimioterapia. Também a opção de fazer um cateterismo de uma artéria que vai para o olho, chamada artéria oftálmica, que coloca o remédio dentro do olho, chegando em uma concentração alta e quase não se espalhando pelo organismo. E existe também injetar o quimioterápico dentro do olho, mas isso depende do estagiamento da doença”, frisou.

A Retinoblastoma é hereditária? 

Quando é bilateral é uma doença hereditária. Então a criança já nasce com a alteração. Quando é unilateral a criança tem uma mutação que só se manifesta mais tarde a partir do segundo para o terceiro ano de vida. Quando é assim ela pode não ter nascido com retinoblastoma.

“Se essa criança que já nasceu com a doença quiser ter um filho quando adulta, tem 50% de chance do filho também nascer com a doença. Quando é unilateral, a chance de ter uma criança com retinoblastoma é de 4%, porque não é um tumor hereditário”, explicou o oftalmologista.

 

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