sábado, 21 de maio de 2022
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Anticorpos: o que significam no processo do Covid-19?

Veja como se processa a produção de proteínas.

Aumentou a procura por testes que comprovem a existência de anticorpos contra o vírus causador do coronavírus Sars-CoV-2, com a pandemia da Covid-19.

Cada organismo possui anticorpos diferentes que servem para ligar a estrutura ao antígeno, eliminando os invasores do sistema imunológico. A ciência divide as imunoglobulinas em cinco espécies: IgA, IgD, IgE, IgG e IgM. E cada uma delas tem a sua importância na atuação contra diferentes momentos infecciosos. Vamos falar sobre cada uma e sua ação pelo corpo humano. 

  • Imunoglobulina A (IgA): esse anticorpo está presente na região das mucosas que cobrem as vias respiratórias e trato intestinal (constituído por boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus), além das lágrimas e da saliva.
  • Imunoglobulina D (IgD): esse anticorpo representa cerca de 0,25% das proteínas do plasma, cujas funções no organismo ainda são pouco conhecidas pela ciência.
  • Imunoglobulina E (IgE): está presente na pele, nas membranas mucosas e nos pulmões, e agem quando acontecem reações alérgicas desenvolvidas pelo sistema imunológico.
  • Imunoglobulina G (IgG): é o anticorpo mais abundante no organismo, pois está em todas as partes do corpo agindo na proteção de doenças que persistem a longo prazo.
  • Imunoglobulina M (IgM): é o primeiro anticorpo a se posicionar para combater uma infecção, por isso atua na corrente sanguínea e no fluido linfático.

Nos testes realizados para comprovar se o indivíduo está com ou teve Covid-19 são considerados os resultados das  imunoglobulinas G e M (IgG e IgM). No momento, os testes mais usados para comprovar os anticorpos que podem combater o coronavírus, são os de antígenos e os sorológicos (realizado pela coleta de sangue).

O que muitas pessoas confundem é a finalidade desses diagnósticos, pois os exames sorológicos não servem para comprovar a presença do coronavírus no corpo no mesmo momento da coleta. O objetivo desses exames é identificar se houve anticorpos que agiram no combate ao vírus. Cientistas recomendam que seja feita a análise entre 10 a 20 dias após os primeiros sintomas. 

Os famosos testes rápidos ou teste de antígeno, e vem sendo muito usado pela população neste novo surto de Covid-19 no país, se feito quatro dias após o contato com o vírus, o resultado mostrará em qual estágio viral o paciente se apresenta. A coleta pode ser feita por uma gota de sangue (funciona como um exame para medir a glicose, a partir de uma picada no dedo) ou o mais utilizado atualmente que é o cotonete nasal (é esfregado um cotonete para extrair secreções das vias respiratórias).

Caso você faça o exame e os resultados indicarem as seguintes situações:

Negativo para IgM e IgG – o indivíduo não está infectado com o vírus no momento do teste;
Positivo para IgM e IgG – o indivíduo está reagente para o vírus, no entanto, o anticorpo mais abundante no organismo (lgG) já está atuando para criar imunidade contra a doença; 
IgM positivo e IgG negativo – resultado que o indivíduo está com a infecção viral, e o corpo está começando a responder imunologicamente; 
IgM negativo e IgG positivo – resultado que o indivíduo já foi exposto ao vírus, mas que pode ter sido por infecção em momentos passados ou até mesmo a vacinação.

Esses testes não dispensam um diagnóstico mais preciso para comprovar a infecção. Portanto, o teste mais indicado é o molecular RT-PCR, que apresenta no resultado o material genético do coronavírus. E para aqueles que irão viajar, sabemos que existem diversos protocolos a serem seguidos pelas cidades, estados e até países, e a maioria deles cobram o este molecular RT-PCR, e fique atento nos protocolos sanitários de cada lugar.

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