Em reta final, veja como Diniz pode escalar o Fluminense na Libertadores

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Fernando Diniz passa orientações para Felipe Melo. Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense

Com a grande final da Libertadores batendo à porta (jogo será neste sábado, dia 04, às 17h), o Fluminense ainda tem dúvidas sobre como entrará em campo para enfrentar o Boca Juniors (Argentina). Isso porque o técnico Fernando Diniz pode escalar o time em dois sistemas táticos diferentes, mudando a escalação e a proposta de jogo.

A primeira opção seria o 4-3-3, sistema mais utilizado durante a primeira metade da temporada, com André, Alexsander e Ganso no meio-campo, e o trio Keno, Arias e Cano no ataque. Porém, foi com a segunda alternativa que o Tricolor das Laranjeiras eliminou Olimpia (Paraguai) e Internacional, nas quartas e na semifinal, respectivamente: colocando John Kennedy entre os titulares e deixando apenas André e Ganso no meio, formando assim um 4-2-4.

Um fator que pode ser decisivo na escolha do técnico são as movimentações ofensivas do clube argentino. Embora o Boca atue em um 4-4-2 de origem, o meia Valentin Barco, destaque da equipe, deixa o corredor esquerdo e passa a ocupar o meio-campo quando a equipe tem a posse de bola. A ideia é sobrecarregar a marcação rival, buscando os espaços vazios atrás dos volantes do adversário.

Com três meio-campistas, Fluminense iguala quantidade de jogadores do Boca no setor – Foto: Reprodução

Assim, Diniz pode optar por um meio-campo mais protegido, com três jogadores posicionados para tirar o espaço que o jovem costuma atuar. De forma mais prática, André poderia acompanhar Barco por todo o campo, em marcação individual, enquanto Alexsander protege o setor em marcação por zona.

A outra alternativa, com quatro jogadores no ataque, abriria espaço para a entrada de John Kennedy entre os titulares, fazendo dupla com Cano no centro do ataque. O jogador acrescentaria velocidade e aumentaria as opções no sistema “aposicional” de Diniz, em que os atletas têm total liberdade de movimentação para se aproximar da bola e gerar opções de passe.

Com quatro atacantes, Fluminense fica em inferioridade numérica no meio-campo e cede muito espaço para Barco atuar – Foto: Reprodução

Desde que Kennedy se tornou titular da equipe, no duelo contra o Olimpia, marcou dois gols e deu uma assistência em nove jogos, além de se destacar com boas atuações.

A questão, entretanto, é que o meio-campo do Fluminense ficaria em inferioridade numérica e, por consequência, mais exposto. André, o único volante da equipe, também sairia prejudicado neste cenário, uma vez que seu parceiro no setor, Paulo Henrique Ganso, não tem a intensidade na marcação como uma das suas principais características.

Se o treinador da equipe carioca é conhecido como um técnico que não costuma adaptar o seu time ao adversário, Diniz provavelmente precisará rever as suas convicções para conquistar o inédito título da Libertadores para o Fluminense.

*Com informações do portal Lance!

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