domingo, 14 de agosto de 2022
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Campeão olímpico e melhor do mundo, Bruno Schmidt lamenta falta de patrocínio

“O que mais sinto agora é que o nosso país é muito imediatista. Quando comecei a minha carreira no vôlei de praia, as empresas queriam vender saúde e performance. Principalmente quando teve Olimpíada no Brasil, em 2016. Foi a época que mais tive patrocinadores. Hoje em dia, eles estão mais preocupados e focados nos Influenciadores digitais. Na minha época auge, eram 12 etapas do Brasieliro. Hoje são sete”, desabafa o atleta radicado no Espírito Santo Bruno Schmidt, de 35 anos.

Bruno foi medalha de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro 2016 ao lado do capixaba Alison, o Mamute, e eleito melhor jogador do mundo em 2015 e 2016. Com muita maturidade, ele fala como a falta de ajuda interfere na sua carreira.

“A respeito da atual crise econômica que estamos vivendo, tudo fica mais difícil. Manter a preparação física, os custos com a equipe, que tem técnicos e preparadores físicos, viagens e alimentação… Mas não adianta depois virem cobrar de nós um bom desempenho nas competições. O esporte precisaria ser valorizado pelas empresas privadas, não somente pelo governo. É muito difícil competir e se manter em alto rendimento”, reclama.

“Mago”, Bruno é reconhecido mundialmente por sua grande categoria – Foto: Arquivo pessoal

Ao comparar o Brasil com os demais países, o atleta afirma em tom de desapontamento. “Tenho vários amigos americanos que falam que quando falam que são esportistas e medalhistas, as portas se abrem”.

Bruno também é conhecido nas quadras como o “Mago”, por ter muitas habilidades com as levantadas de bola. Há oito meses, o campeão olímpico fez uma cirurgia para corrigir uma lesão no joelho direito e diz que está se recuperando.

“Primeiro tive que vencer a Covid, que me levou a ficar internado por um tempo, e depois passei por essa cirurgia. Falo que ainda não é momento de aposentadoria. Enquanto ainda estiver me sentindo competitivo vou jogar. É incrível voltar a competir em casa. É um verdadeiro presente. Me dá mais ânimo”, celebra.

“Enquanto ainda estiver me sentindo competitivo vou jogar”, disse Bruno. Foto: Arquivo pessoal.

A entrevista para MovNews também teve um tom descontraído. Ao ser perguntado se participaria do Big Brother Brasil, realityshow da TV Globo e apresentado pelo tio Tadeu Schmidt, ele responde:

“Agora, com o meu tio Tadeu apresentando, quem sabe eu toparia. Ficaria menos sem graça. Mas, sério, ficar três a quatro meses numa casa confinado, com um monte de gente estranha, tendo câmera por todo lado, menos no banheiro, eu não sei se isso é para mim”.

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