quarta-feira, 18 de maio de 2022
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TJD-ES arquiva processo de suposta combinação de resultados no Capixabão 2021

Por falta de provas, o Tribunal de Justiça Desportiva do Espírito Santo (TJD-ES) arquivou o processo do suposto esquema de combinação de resultados das partidas do São Mateus no Campeonato Capixaba 2021. A decisão é assinada pelo presidente da corte, Eduardo Salles, e segue orientação do relator do caso, o auditor Rogério Pimentel, que concluiu pela “inexistência de infração disciplinar” por parte dos envolvidos.

O inquérito foi instaurado após denúncias feitas pelo jogador Léo Carioca e por Pedro Arthur, à época presidente do São Mateus. Ambos registraram um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil acusando Jonas Kluves, proprietário da empresa JK Sport Trader, investidora do clube para a disputa do estadual deste ano, de coagir o atleta para que contribuísse com o suposto esquema de acordos prévios para os resultados das partidas.

A informação inicial foi divulgada pela rádio Musical FM, da cidade de São Mateus, durante um programa esportivo do qual participaram o jogador e o dirigente. Segundo Léo, o investidor teria tentado coagi-lo antes de duas partidas, sendo uma contra o Real Noroeste, válida pela terceira rodada da fase de grupos da competição. O Pitbull do Norte foi derrotado por 2 a 0 e, ao final do campeonato, rebaixado para a segunda divisão estadual.

O outro jogo em que uma nova tentativa de coação teria acontecido não foi revelado. O nome do responsável pela suposta oferta para combinar resultados ficou em segredo. Jonas foi descoberto por ser o proprietário do único parceiro investidor – não patrocinador – do clube que aparecia nas redes sociais, na figura da JK Sport Trader.

Com os fatos narrados, documentos obtidos e baseado também na entrevista de jogador e dirigente, Eduardo Salles determinou a abertura do inquérito. “Fatos relevantes, que entendi que deveriam ser apurados”, explica o presidente do TJD-ES.

O relatório foi concluído em 28 de maio, já a decisão, apesar de um erro de digitação informando ser de 4 de abril, portanto antes até mesmo da revelação do caso na rádio, data de 7 de junho. “Nesse caso, o relatório concluiu que não havia provas das acusações”, disse Eduardo, que afirmou ter cumprido o rito processual.

O arquivamento do processo na Justiça Desportiva não interfere que o caso seja levado em frente pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPE-ES), caso os denunciantes assim desejem e apresentem denúncia.

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