Exposição O Poema das Cores chega a Cachoeiro de Itapemirim

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Depois de iniciar sua itinerância pelo município de Santa Teresa, agora a exposição de arte interativa O Poema das Cores desembarca em Cachoeiro de Itapemirim, na Sala Levino Fanzeres, que fica anexa à Casa da Memória, no Centro do município. As visitas são gratuitas e podem ser realizadas de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, até o dia 9 de maio.

Realizado pela Casa Flor e Secretaria de Cultura do Espírito Santo, a circulação da exposição conta com patrocínio do Funcultura e apoio da Secretaria de Cultura e Turismo de Cachoeiro de Itapemirim. “A recepção em Santa Teresa foi muito boa, teve gente que se emocionou ao visitar. Agora, em Cachoeiro temos uma expectativa maior em relação à quantidade de público, por ser um município mais populoso e com uma grande tradição de artistas e de formação de público para a cultura”, disse a artista e designer de moda Naná Muriel, idealizadora e produtora da exposição, que é fruto de mais de 10 anos de pesquisas e realizações.

A partir de poesias autorais dela e com participação de outros artistas, o projeto O Poema das Cores desenvolveu um alfabeto colorido e um alfabeto sonoro, que permitem decodificar, explorar e sentir de outra maneira os versos e poemas. Cada cor representa uma letra e cada letra traz um som.

Na exposição estão presentes 20 poemas em letras, cores e sons, apresentados por meio de diversas plataformas como quadros, pintura nas paredes, impressão em tecido, papel emoldurado, acrílico, além de uma série de criações que fazem parte da pesquisa ao longo de uma década, como tecidos usados nas performances, objetos criados, músicas e até aplicativos desenvolvidos, que podem ser acessados por meio de celulares e fones disponibilizados no local.

“O Poema das Cores surge de um sonho no qual eu lia uma paisagem, literalmente, como se eu estivesse lendo um livro. Aí quando acordo, fico nessa necessidade de transformar isso numa coisa real, palpável”, conta Naná Muriel. Daí surge um processo criativo para construir um “alfabeto em cores”, que pode ser decodificado, sendo que cada letra é representada por uma cor. “Comecei a fazer o processo de pesquisa e associei cores primárias com vogais e cores secundárias com consoantes, pesquisando também a entonação das palavras e das letras”.

Com o alfabeto colorido em mãos, Naná traduziu seus poemas em cores. Mas a arte ainda ganharia mais camadas. Com ilustrações de Cassio Magne, é publicado o livro independente O Poema das Cores, uma espécie de manual de uso, lançado em 2014 durante a primeira edição do projeto Fábrica Lab.

Com base nisso, a artista passou a produzir seu trabalho de conclusão de curso em Desenho de Moda, transformando o processo de pesquisa em uma coleção de figurinos, que chegaram a ser utilizados em quatro performances apresentadas no Espírito Santo e na Bahia.

Nas performances, a poesia, as cores e a corporalidade ganham companhia da música, ajudando a impulsionar uma nova linguagem ao projeto. Os músicos Alessandra Felix e Mario D’Ettorres Schiavini criaram melodias autorais a partir da decodificação das letras em notas musicais, criando assim também um “alfabeto sonoro” com base nas mesmas poesias já anteriormente “coloridas”. O projeto ganha ainda mais elementos quando Carlo Schiavine cria animações para as ilustrações de Cassio Magne, que podem ser observadas apontando um celular para as imagens a partir de um aplicativo desenvolvido pelo programador Gabriel Hendrix.

“Assim, são cinco formas de sentir um mesmo pensamento a partir desse processo de pesquisa. Por meio do alfabeto tradicional, da ilustração do poema, da animação do poema, da música do poema, e da performance”, sintetiza Naná Muriel.

Durante o tempo da exposição serão realizadas ainda oficinas sobre animação 2D e de introdução à programação e criação de filtros para Instagram. Mais informações podem ser obtidas por meio do Instagram @opoemadascores (www.instagram.com/opoemadascores).

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