sábado, 25 de maio de 2024
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“Mussum – O Filmis” Revela a História por Trás do Ícone da Comédia Brasileira

Nesta quinta-feira (02), as telonas ganham uma perspectiva única da vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes, o inesquecível Mussum, com a estreia do filme “Mussum – O Filmis”.

O longa-metragem, dirigido por Sílvio Guindane e com roteiro assinado por Paulo Cursino, não se limita apenas a explorar o icônico papel que Mussum desempenhou no clássico programa de comédia “Os Trapalhões”, ao lado de Didi, Dedé e Zacarias.

A narrativa adentra a vida de Antônio Carlos, que teve suas origens humildes em uma comunidade do Rio de Janeiro, como filho de uma empregada doméstica. Sua trajetória é uma representação da realidade enfrentada por muitos brasileiros que lutam diariamente em busca de oportunidades para um futuro melhor.

Ailton Graça. Imagem de divulgação.

O papel principal é interpretado por Ailton Graça, que se destacou no 51º Festival de Gramado, realizado no último mês de agosto, ao levar para casa seis Kikitos, incluindo o prêmio de Melhor Filme, tanto pelo júri oficial quanto pelo júri popular.

Graça não apenas dá vida a Mussum, mas também encarna o papel de Antônio Carlos nos “Originais do Samba”, um grupo tradicional de “samba raiz” que surgiu nas rodas de samba do Rio de Janeiro nos anos 1960.

Capa do LP: Originais do Samba

O filme se desenrola em três fases, explorando a infância de Mussum com Thawan Lucas, sua juventude interpretada por Yuri Marçal, e, por fim, a atuação de Ailton Graça no auge de sua carreira. Cacau Protássio, Neusa Borges e Cinnara Leal também se destacam no elenco.

Além da história de Mussum, o filme traz outras figuras importantes que marcaram sua vida, como Elza Soares e Cartola na música, e Chico Anysio na televisão.

“Mussum – O Filmis” ganhou destaque após suas premiações na 51ª edição do Festival de Gramado, onde Ailton Graça e Yuri Marçal receberam troféus merecidos. A veterana Neusa Borges também foi reconhecida como Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel como Dona Malvina, a mãe de Mussum, que dividiu com a atriz Cacau Protásio. Além disso, o filme recebeu o prêmio de Melhor Trilha Musical.

A vida de Mussum foi marcada por desafios, incluindo o racismo que permeou sua trajetória, algo lamentavelmente comum na sociedade brasileira. O filme explora essa faceta, assim como as piadas com teor racista presentes nos programas de “Os Trapalhões”. O apelido “Mussum”, de origem pejorativa, é contextualizado no enredo.

Antônio Carlos se opôs a esse conteúdo em diversas ocasiões ao longo de sua carreira, como relatado por Juliano Barreto, autor do livro “Mussum – Uma História de Humor e Samba”, que serviu de base para a criação do filme. “Mussum – O Filmis” abre espaço para reflexões sobre questões que eram muitas vezes obscurecidas pelo humor nos dias de “Os Trapalhões”, oferecendo uma abordagem mais sensível e crítica para o público atual.

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