quarta-feira, 18 de maio de 2022
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Carnaval de Vitória: escolas do grupo A esquentam corações na segunda noite de desfiles

O público presente no Sambão do Povo da noite de sexta-feira (8) até o início da manhã de sábado (9) teve o coração aquecida para varar a madrugada. E quem deu a temperatura foram as escolas de samba do grupo de Acesso A, que fizeram bonito segunda noite de desfile do Carnaval de Vitória 2022.

Cruzaram a avenida as seguintes escolas, respectivamente: Independente de São Torquato, Chega Mais, Chegou o que Faltava, Mocidade da Praia, Rosas de Ouro, Pega no Samba e Império de Fátima. Confira a seguir os destaques da festa do povo capixaba.

Independente de São Torquato

Independente de São Torquato abriu a segunda noite de desfiles – Foto: Divulgação/Prefeitura de Vitória

Uma das maiores lendas da humanidade inspirou desfile alvirrubra de Vila Velha. Com o enredo “Atlântida – Lendas ou Mistérios: Será?”, a Independente de São Torquato empolgou os foliões nas arquibancadas do Sambão do povo.

Dividida em três setores (Continente Atlântida, A Ilha do Encanto e Magia e Mídia e Televisão), a escola fez bonito na luta por seu sexto título e cruzou a passarela do samba com três carros alegóricos, dois tripés e 1.000 componentes.

O presidente da escola, Nildemar Nolasco do Nascimento, destacou a emoção de estar de volta à avenida. “Já eram dois anos sem essa festa e, com muita alegria, levantamos o Sambão. Hoje é só festa e fizemos um grande desfile”, disse.

Chega Mais

Foto: Divulgação/Prefeitura de Vitória

A Chega Mais entrou na avenida nesta segunda noite de carnaval às 23h05. Cheia de energia, a agremiação dos bairros Do Quadro, Do Cabral e Santa Tereza trouxe o enredo “Eu quero botar meu bloco na rua”.

Em busca da conquista de uma vaga no Grupo Especial, a agremiação contou em azul e branco, cores da escola, a história do Carnaval popular, relembrando as origens da festa com o Carnaval de Veneza, os blocos de rua e o início do Carnaval capixaba com o Bloco do Peru, de Castelo, e os bois pintadinhos de Muqui.

Desfilaram 1.000 componentes, distribuídos em 19 alas e três alegorias. Na apresentação, foram utilizados ainda dois tripés. Os membros eram compostos por personagens comuns de se encontrar na folia, como Rei Momo, mascarados, Pierrô, Colombina, Arlequim, odalisca, diabinha, palhaço, pirata, enfermeiro, marinheiro, Papaguns, monge, bailarina e noivinha. Em frente aos jurados, houve troca de roupas.

Chegou o que faltava

Foto: Divulgação/Prefeitura de Vitória

A escola de Goiabeiras cantou forte o enredo “Chegou a realeza dos campos dourados que alimentam a história. Sustento da vida”, do carnavalesco Marcelo Braga. Um passeio pela história, mitos e lendas envolvendo o milho e até mesmo temas econômicos foram mostrados no Sambão do Povo.

Entre seus componentes uma celebridade do carisma e do carnaval: David Brasil, que deu show de samba e simpatia. Sua fantasia significava o DNA da transformação. “Foram dois anos bem atípicos, mas a escola contribuiu com a comunidade, nos tornamos ainda mais parte de Goiabeiras. Nosso Carnaval está lindo, mas é mais do que isso, não é só Carnaval. É o Carnaval, é a comunidade, é cultura, é emprego e dignidade”, destacou o presidente Rafael Cavalieri.

A comissão de frente, trabalho do coreógrafo Murilo Alves, encantou o público dando vida aos espantalhos. Se na lavoura o papel do espantalho é fazer com que pássaros fiquem longe do milharal, na proposta de desfile, os simpáticos bailarinos tinham a missão de espantar a tristeza. E cumpriram com louvor!

Mocidade da Praia

Foto: Divulgação/Prefeitura de Vitória

Quarta escola a desfilar, a Mocidade da Praia, tradicional agremiação do bairro Praia do Canto, em Vitória, trouxe o enredo “Solis: o alvorecer da humanidade”. O astro-rei, Sol, abrilhantou o desfile e guiou a escola do início ao fim da avenida.

À frente da bateria, Jhul Lemos resplandeceu representando os raios solares. Ao lado dela, Jorge Lisboa, o rei de bateria, vestiu “Hefestu Deus do Pogo”. No comando dos 102 ritmistas da escola, mestres Jeferson Rodrigues e Paulo Henrique. O coração da escola brilhou ainda mais com a fantasia de “O astro Rei”.

Com uma explosão de samba no pé, os passistas chegaram como “Labaredas de fogo” ao Sambão do Povo, contagiando as arquibancadas, mesas e camarotes.

Rosas de Ouro

Foto: Divulgação/Prefeitura de Vitória

Quinta escola a desfilar, a Rosas de Ouro apresentou na avenida o enredo “Gênesis – momentos da criação”, assinado pelo carnavalesco Louis Cavalcanthé. Destaque para o microfone da escola: entre as 19 agremiações desfilando de quinta a sábado, a Rosas de Ouro teve como intérprete principal Lê Jesus, uma mulher.

“O coração quase sai pela boca. Eu nasci na Rosas de Ouro, já fui passista, baiana, coreógrafa de ala, até que cheguei ao carro de som quando o intérprete da escola era outro. E fui ficando até que o presidente Reginaldo da Silva me convidou para assumir o microfone. A gente lida com muito preconceito, mas, dentro da Rosas de Ouro, eu sou muito bem recebida”, afirmou Lê Jesus.

Para contar a história da criação, o primeiro setor da escola veio como “Caos”. A concepção da comissão de frente, assinada por Wanderson Santos, trouxe um tripé representando a Bíblia, que conta a versão cristã da criação do mundo, segundo o livro do Gênesis. Na licença poética do Carnaval, antes da criação do mundo, havia “pássaros noturnos”. Foram eles que apresentaram a escola de Serra.

Pega no Samba

Foto: Divulgação/Prefeitura de Vitória

Após 23 anos (em 1999, o enredo foi “150 Anos da Insurreição de Queimados”), a Pega no Samba fez um enredo afro: “Abayomi”, uma boneca feita sem cola e sem costura, feita com nós e retalhos, criada pela artesã brasileira Lena Martins.

Pelada perspectiva de uma artesã, uma mulher negra, que ao construir a boneca Abayomi faz uma analogia às suas raízes, a azul, vermelho e branco de Consolação mostrou, no Sambão do Povo, a potência de sua comunidade. Ao todo, 1.000 componentes, distribuídos em 14 alas, apresentaram-se com a tarefa de desmistificar a origem da boneca negra.

“Esse tema é de extrema importância, pois fala de quem nós somos, é a nossa essência, a nossa cor, a nossa raça e o nosso valor. Montamos uma coreografia que vai desde danças africanas, passando por danças urbanas , danças dos orixás, até o funk”, antecipou o coreógrafo da Comissão de Frente, Jadson Titanium, ainda na concentração.

Império de Fátima

Foto: Divulgação/Prefeitura de Vitória

Última escola a desfilar, a Império de Fátima fechou a segunda noite de desfiles quando já era dia. Sob as cores da alvorada, a escola serrana cantou na voz potente do intérprete oficial da escola, Vlad Aks, o enredo “Uma índia, um negro, diferentes crenças, costumes e rituais… Um conto Tupi Yorubá”.

Para contar essa história, a comissão de carnaval formada por Edmundo Aylor, Sergio Anderson, Antônio Junior, Julio Cerqueira, Roni Jorge, Lucas Borges e Willians Silva levou referências diversas para a passarela do samba.

“A gente sempre mostra o nosso trabalho, o trabalho da nossa comunidade. A Império de Fátima vem para desfilar alegria e foi isso que nós fizemos aqui hoje”, destacou o vice-presidente da agremiação, Antônio Carlos Lopes.

Mais carnaval

Neste sábado tem mais. Sete agremiações estarão na passarela do samba em busca do título de campeã do Carnaval de Vitória. Os portões abrem às 20h. Primeira escola a desfilar, a Unidos de Jucutuquara entre na avenida às 22h. Confira a ordem dos desfiles do Grupo Especial:

  • Jucutuquara: “O povo inteiro vai saber, é Jucutuquara que vem lá”
  • Imperatriz do Forte: “Em busca do 10”
  • Novo Império: “Santo Antônio, Olhai por nós”
  • Boa Vista: “O pássaro de fogo traz a boa nova… É tempo de amar!”
  • MUG: “O Leão em caravana traz ao palco da folia a imagem e a semelhança com um quê de fantasia”
  • Piedade: “Da riqueza do café, sua força e majestade”
  • Andaraí: “Mulembá”
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