sexta-feira, 24 de junho de 2022
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Menores de 18 anos invadem a Bolsa de Valores e número de investidores triplica

Juntando a mesada e aquele dinheiro do estágio, muitos jovens, menores de 18 anos, estão invadindo o mercado financeiro, triplicando o número de investidores nesta faixa etária  no Brasil.

O número de investidores com menos de 18 anos estava próximo dos 11 mil (10.911) em março de 2020. Hoje, dois anos depois, esse número saltou 181%, para 30.732 pessoas.

Segundo pesquisa, a maioria dos investidores mais jovens são mais conservadores, realizando aplicações financeiras com baixo risco de perder dinheiro, como o Tesouro Direto.

A chegada de investidores cada vez mais novos à Bolsa tem relação com o crescimento do conteúdo sobre finanças pessoais e investimentos na internet.

“Isso acaba por democratizar e fortalecer movimentos de expansão do número de investidores de todas as idades”, avalia João Daronco, analista da Suno Research, destacando o número crescente de influenciadores digitais no setor.

COMO FAZ?

Segundo a B3, cada corretora de investimentos estabelece os seus procedimentos para a abertura de conta para menores de 18 anos.

Na Ágora Investimentos, o processo é feito com os pais ou por meio de um responsável legal. Segundo Ellen Steter, especialista em investimentos da Ágora, a senha para a realização de operações financeiras fica sob responsabilidade do tutor. “O principal objetivo é que os pais sejam os condutores de educação financeira para as crianças e os adolescentes. Os pais podem abrir a conta, mostrar e explicar como funcionam as operações financeiras”, diz Steter.

Tomar decisões baseadas em emoções é a receita para cometer erros em operações de Swing Trade.

A Rico Investimentos também permite a abertura de contas para o público abaixo dos 18 anos. Assim como no caso da Ágora, a corretora estabelece os pais como responsáveis pelas decisões de investimentos.

O que é a Bolsa de Valores

Bolsa de Valores no Brasil, a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), é o mercado em que são negociadas as ações das empresas listadas na bolsa brasileira. As ações, também chamadas de papéis, são um pedaço do capital social daquela companhia.

Comprar uma ação é como adquirir um pedaço de uma empresa (uma parte minoritária). Se a companhia lucra ou apresenta bons resultados, o investidor, como sócio minoritário, também se beneficia. Esse lucro é chamado de dividendo.

Por outro lado, se a empresa apresenta maus resultados, os investidores também são afetados e podem sofrer perdas.

Para ter acesso às negociações, seja em ações ou outras formas de investimento, é preciso abrir conta em uma instituição financeira (como uma corretora de valores) e não há valor mínimo inicial.

As empresas que desejam ter ações negociadas precisam fazer um IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial), movimento para se tornar uma companhia de capital aberto, permitindo receber novos sócios minoritários e, consequentemente, arrecadar mais recursos para a empresa.

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