sábado, 25 de junho de 2022
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Golpe do falso emprego: Saiba como não cair na conversa dos criminosos

Por conta da crise econômica, os golpes do falso emprego têm se tornado cada vez mais comum. Normalmente, chega à vítimas por meio de SMS ou mensagens de WhatsApp prometendo altos salários para vagas de meio período e trabalho remoto, os chamados home office.

Com 11,3 milhões de brasileiros desempregados no país, correspondendo a taxa de 10,5% no primeiro trimestre encerrado em abril, conforme divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), criminosos estão se aproveitando do desespero das pessoas para “tirar vantagem”.

As atuações desses crimes virtuais são cada vez mais frequentes. Segundo Marco de Mello, CEO da PSafe, blog da empresa de segurança digital, a cada um minuto, dois golpes são aplicados no país. A reportagem do Portal MovNews conversou com uma jovem que sabe muito bem como é a situação.

A estudante de jornalismo, que preferiu não se identificar, possui 23 anos e mora em Vitória. Ela conta que tem recebido as falsas ofertas de emprego quase que diariamente em seu telefone.

“Me incomodo muito com isso, principalmente porque na maioria das vezes sei que são hackers. As ligações acontecem toda hora. O celular fica com notificações ou tocando, pois, além das mensagens, eles também estão ligando”, descreve.

A jovem também narra que, felizmente, tem a consciência de não clicar no link que é disponibilizado pelos bandidos.

“O link é muito suspeito. Não clico mesmo, apago a mensagem e nem respondo. Mas sei que infelizmente muitos acabam caindo nesses golpes. Todo cuidado é pouco”, alerta.

Golpes estão cada vez mais frequentes. Foto: Acervo pessoal.

Como identificar possíveis fraudes

Especialistas alertam para os principais indícios que podem ajudar a identificar as fraudes. Entre eles estão:

  • Deve-se ficar atento para a média salarial do cargo no mercado de trabalho para ter um parâmetro seguro;
  • O recrutador, em um primeiro momento, não precisa ter muitas informações pessoais sobre você. Não forneça número de documentos como RG, CPF, data de nascimento ou nome dos pais;
  • Na maioria das vezes o golpista não costuma se identificar. Fique atento com imagens de perfil duvidosas;
  • Cuidado com as mensagens genéricas;
  • As empresas não podem exigir um curso como pré-requisito para participar de uma seleção, nem mesmo cobrar taxas para isso.

A Polícia Civil pede para que as pessoas redobrem os cuidados com os golpes nas redes sociais. Caso tenha suspeita, a denúncia deve ser feita na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). Também é possível registrar boletim de ocorrência no site https://pc.es.gov.br/delegacia-on-line ou ligar no telefone 197.

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