segunda-feira, 27 de junho de 2022
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Cenoura, tomate, café: alimentos chegam a subir 178%

O Índice Nacional de Preço ao Consumidor (IPCA), principal medidor de inflação, chegou a 12,13% no acumulado de 12 meses.

 

Alimentos, combustíveis, conta de luz e até cueca. Quase tudo está mais caro. A inflação segue sem dar trégua, e já acumula alta de 12,13% em 12 meses até abril, segundo dados do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial.

Grande parte da alta é reflexo dos aumentos nos preços dos combustíveis: a gasolina ficou 30% mais cara, enquanto o diesel subiu 52,53%. Já o etanol subiu 30,55%. Pesam também os preços do gás de cozinha (+32,45%) e da conta de luz (+30,16%). Com menor peso na inflação – mas maior no bolso dos mais pobres – os preços de alguns alimentos também seguiram em disparada. A alta da cenoura chegou a quase 200% no acumulado em 12 meses, enquanto o tomate subiu 117% no mesmo período.

Cenoura

Vilã máxima da inflação, a cenoura teve aumento de 178,02% no acumulado de 12 meses, segundo o IPCA divulgado nesta quarta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Tomate

Outro item que ultrapassou os três dígitos, o tomate ficou 103,26% mais caro nos últimos 12 meses. O fim da safra de verão, como esperado, ocasionou menores volumes comercializados nos mercados, puxando os preços para cima na média do mês, informa a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Abobrinha

A abobrinha é o terceiro alimento que ultrapassou a marca de 100%. O legume subiu 102,99% de preço no acumulado de 12 meses.

Café

O cafezinho ficou amargo para o brasileiro, e não no bom sentido. Nos últimos 12 meses, o café moído subiu 67,53%. O café solúvel também ficou mais caro: alta de 16,69%.

Batata

A batata, que é classificada no IPCA como batata-inglesa, também encareceu a feira do brasileiro no acumulado de 12 meses. O item subiu 63,4% nesse período.

Alface

A alface, verdura que cai bem na salada ou em lanches, não fugiu da escalada de preços. Ela ficou 45,04% mais cara nos 12 meses analisados pelo IBGE.

Fazer as compras ficou mais caro nos supermercados.
Foto Alexandre Damazio

Açúcar

O açúcar também foi responsável por mexer com o preço da cesta básica. O açúcar refinado e o açúcar cristal subiram dois dígitos: 36,99% e 34,61%, respectivamente.

Leite

Mais um vilão da inflação é o leite longa vida, que ficou 23,37% mais caro nos últimos 12 meses.

Leite acompanhou a alta de preços e ficou mais caro. Foto: Alexandre Damazio

Carne

A carne abandonou o prato de muitos brasileiros nos últimos tempos. Isso é justificado pela alta de 8,06% no acumulado de 12 de meses. Contrafilé (+15,66%), fígado (19,35%) e alcatra (13,17%) tiveram altas expressivas.

Ovo de galinha

Os ovos de galinha, que podem substituir a carne no prato, seguiram omesmo ritmo de aumento expressivo. A alta foi de 17,7% nos últimos 12 meses.

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