quinta-feira, 19 de maio de 2022
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Alta do diesel resulta em greve de caminhoneiros no ES e queda de ministro

No mesmo dia em que o diesel ficou 8,87% mais caro em todo o país, conforme reajuste ocorrido nesta terça-feira (10), caminhoneiros autônomos do Espírito Santo anunciaram uma greve para esta quarta-feira (11). O movimento tinha previsão para começar à 0h01. Além da paralisação, a alta provocou a queda do ministro de Minas e Energias, Bento Albuquerque.

O anúncio foi feito pelo Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Espírito Santo (Sindicam-ES) por meio de comunicado em que justifica a paralisação. “A situação dos autônomos ficou insustentável com o reajuste no valor do combustível”, informa o comunicado, que conta com o apoio de outras entidade representantes do setor.

“O Sindicam/ES, ACA e a Coopercolog, juntamente com os representantes dos caçambeiros, apoiam esse movimento. Entendemos que a situação dos autônomos ficou insustentável depois de tantos reajustes, seja no preço do diesel ou dos insumos que compõem o dia a dia do caminhoneiro”, defende a nota assinada pelo presidente do sindicato, Álvaro Ferreira.

Crédito: Divulgação/Sindicam-ES

Queda

O ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque durante pronunciamento – Foto: Reprodução

Para tentar amenizar o impacto junto ao eleitorado da alta no diesel, o presidente Jair Bolsonaro (PL) exonerou o ministro de Minas e Energia, Bento Costa Lima Leite de Albuquerque. A saída foi divulgada na edição desta quarta-feira (11) do Diário Oficial da União (DOU), em conjunto com a nomeação do novo titular, Adolfo Sachsida.

Na semana passada, Bolsonaro já havia citado Bento Albuquerque e o presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, para reclamar de reajustes no preço do diesel vendido para as refinarias.

“Vocês não podem, ministro Bento Albuquerque e senhor José Mauro, da Petrobras, não podem aumentar o preço do diesel. Não estou apelando, estou fazendo uma constatação levando-se em conta o lucro abusivo que vocês têm. Vocês não podem quebrar o Brasil. É um apelo agora: Petrobras, não quebre o Brasil, não aumente o preço do petróleo. Eu não posso intervir. Vocês têm lucro, têm gordura e têm o papel social da Petrobras definido na Constituição”, disse.

O novo ministro de Minas e Energias, Adolfo Sachsida, em viagem com o presidente Jair Bolsonaro (PL) – Foto: Reprodução/Redes sociais

Impacto

Com o percentual acrescido no preço do diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras, o combustível ficou R$ 0,40 mais caro, saltando de R$ 4,51 para R$ 4,91. Como sempre ocorre quando se trata de reajuste, o peso deve ser ainda maior no bolso do consumidor final, já que margens de lucros das distribuidoras e dos postos também são afetadas.

A empresa disse que, considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da petroleira no preço pago pelo consumidor passará de R$ 4,06, em média, para R$ 4,42 a cada litro vendido na bomba.

Segundo a petroleira, o diesel não sofria reajuste há 60 dias, desde 11 de março. Naquele momento, diz a Petrobras, a alta refletia “apenas parte da elevação observada nos preços de mercado”. Os preços da gasolina e do gás de cozinha não sofreram alterações imediatas.

“Com esse movimento, a Petrobras segue outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda acompanhando os preços de mercado”, afirmou a estatal em nota divulgada na última segunda-feira (9), quando anunciou o reajuste.

 

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