quinta-feira, 11 de agosto de 2022
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Retomada? Presidente do Sindibares avalia futuro do setor no Espírito Santo

A pandemia afetou diversos setores, um deles, talvez o mais afetado, foi o de bares e restaurantes. Devido ao modelo de aglomeração proposto comum a esses espaços, se viram obrigados a fechar as portas em períodos iniciais e de avanço da dissidência da Covid-19. No Espírito Santo, após um ano e meio da crise pandêmica, a vacinação e a retomada da rotina social, os locais comerciais ainda existentes reabrem, mas carregam consequências econômicas difíceis de serem resolvidas.

O presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Espírito Santo (Sindibares), Rodrigo Vervloet, afirma que é impossível para o setor no momento passar “uma borracha e recomeçar como se nada tivesse acontecido” nessa retomada, a realidade dos empresários capixabas é um sacrifício financeiro enorme que se deu devido a necessidade de diminuir a incidência do vírus no Estado.

Os empregos, empresas, saúde mental e famílias perdidas durante esse período de isolamento social e fechamento dos bares e restaurantes, o presidente do sindibares Rodrigo Vervloet vê de perto a situação de quem precisa viver desse setor ou que, ainda sobrevive, e também, quem infelizmente precisou fechar as portas por falta de verba.

Temos buscado auxílios do governo para compensar todos os desgastes que tivemos. O setor, sem dúvidas, foi um dos mais afetados. Nós não conseguimos trabalhar durante um ano e meio. Nada mais justo que haja um reequilíbrio, sabemos que houveram setores vencedores na pandemia, não temos nada contra quem ganhou na pandemia, mas não podemos esquecer de quem foi muito sacrificado“, salienta.

Necessidade de reequilíbrio no setor

Foto: reprodução/internet

Para o presidente do Sindicato, o que a maioria dos comerciantes de bares e restaurantes deseja é que haja um debate de reestruturação do setor, que formalizem ações de justiça para a recuperação de empregos, empresas e clientela nesta retomada após vacinação contra a Covid-19.

Seja através do incentivo fiscal ou isenções tributárias, precisamos realmente dessa atuação positiva do poder publico para voltar. É um setor que emprega muito, um setor que faz parte da vida das pessoas, da cultura do Estado, do próprio brasileiro. Então temos buscado esse reequilíbrio que é necessário até por uma questão de senso de justiça“, reafirma.

Linhas de crédito: uma solução que veio com atraso

Com o objetivo de conter uma crise maior ainda para o setor, o governo estadual lançou as linhas de crédito emergenciais para os proprietários do setor São um fundo de aval que facilita as contas pelo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). No entanto, segundo o presidente Rodrigo Vervloet, a ajuda veio tarde demais. O benefício foi anunciado em março de 2021.

Quanto as linhas de crédito daqui, tivemos linhas boas, porém como foi no final dessa crise já nesse ano, as empresas que conseguiram sobreviver estavam muito penduradas, com muitas restrições, com impostos e devendo. O setor estava um ano e meio sem funcionar, então o empresário prioriza pagar o salário dos funcionários, pagar os fornecedores, sem dúvida, depois de um ano e meio qualquer empresa que sobreviveu está nas últimas“, explica.

Setor formal fechado, aumento da clandestinidade

Rodrigo também explica que no início da pandemia o setor foi o primeiro a apresentar protocolo de funcionamento seguro, implementando apresentamos ao governo. O objetivo era continuar trabalhando, para preservar a formalidade, os empregos e as empresas. Com o passar dos meses e o agravamento da crise, o fechamento das portas foi obrigatório. A regra, porém, não foi válida para a clandestinidade de locais comerciais neste período, segundo o presidente.

O setor formal sempre mostrou que era aliado no combate a crise, e quando o setor formal fechava o que acontecia era a clandestinidade. A busca pelo clandestino que aumentava a crise, não só pela pandemia, mas pela manipulação de comida e alimentos. Houveram diversas decisões [nesse período] que não foram fomentadas em estudo e mesmo assim, ainda que fossem, nós precisamos reequilibrar essa balança”, afirma.

Empresário prejudicado

O Sindibares-ES, com o objetivo de unir trabalhadores para defender direitos e interesses, têm lutado para que o setor retome de uma maneira que gere, mesmo que no futuro, uma recuperação plena dos investimentos e lucro perdidos durante o período de crise. Quanto aos empresários prejudicados que são impedidos de retomar, o presidente Rodrigo Vervloet dá um conselho:

Nós entramos com uma ação de ambito nacional para reparação, claro que isso a gente entende que é uma questão demorada na justiça, não é uma coisa imediata. O momento agora é para que esse empresário prejudicado procure uma orientação, nós temos algumas direcionadas ao que ele está precisando para que ele possa seguir com sua empresa com todo bem que ele faz a sociedade“.

Perspectiva de retomada

Foto: reprodução/facebook

Com o avanço da vacinação, aumenta o desejo de sociabilidade entre as pessoas, ainda que sob os protocolos e cuidados. Este comportamento, para o presidente Rodrigo Vervloet, gera uma expectativa positiva mesmo que o setor ainda esteja prejudicado pelo tempo parado.

Nossa perspectiva é otimista porém com cautela, houve muitas idas e vindas, nossa atividade foi muito associada, está todo mundo muito cauteloso, somos trabalhadores e queremos trabalhar, queremos reconstruir, e, vamos firme porque é de otimismo que o setor se constrói e vive, então temos certeza que iremos passar por mais essa crise“, enfatiza.

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1 COMENTÁRIO

  1. Parabéns Presidente!
    Definiu exatamente o que vivemos nestes últimos dois anos.Esperamos que sejamos vistos com menos descaso e que as convicções ideológicas não sejam parte das decisões futuras dos nossos gestares públicos.

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