terça-feira, 9 de agosto de 2022
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Dia do Comerciante: economista analisa cenário de retomada do comércio no ES pós-pandemia

Neste dia 16 de julho é comemorado o Dia do Comerciante, em homenagem a todos os profissionais que trabalham na área do comércio, ou seja, na venda de produtos e serviços. No entanto, a área foi uma das mais afetadas pela pandemia da Covid-19, e no Espírito Santo não foi diferente. Comércio fechado, empresas fechando e demissões em massa aconteceram nesse mais de um ano desde o início da pandemia.

Mas, com o avanço da vacinação contra o novo coronavírus, a retomada do comércio, principalmente nos últimos dois meses, que foi quando o Estado voltou a apresentar queda nos índices da doença e as restrições ao comércio foram flexibilizadas. De acordo com o economista e presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo ((Corecon-ES), Eduardo Araújo, os indicadores que o Espírito Santo tem para esse ano já apresentam um avanço significativo na retomada do comércio.

Economista e presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo ((Corecon-ES), Eduardo Araújo Foto: Divulgação

“A gente acumula ao longo do ano entre janeiro a maio um crescimento de 10% no comércio, precisamos retomar aquele perdas que a tivemos no início da pandemia, e isso é muito positivo. Entretanto ainda temos alguns desafios porque a atividade ainda não voltou plenamente por conta de alguns fatores”, explicou o economista.

Eduardo ainda explicou que alguns setores conseguiram se adaptar as vendas online e se manter durante a pandemia, e outras empresas deixaram de existir, principalmente aquelas com dificuldade de adaptação, e que foram impactadas pelas medidas de restrição. No entanto, que os recursos que chegam dos auxílios federais, estaduais e municipais devem continuar contribuindo para que as empresas tenham um incremento no faturamento no segundo semestre.

“Para o comércio o mais importante agora é que o o Governo estadual municipal e federal consigam ser mais eficientes no processo de vacinação para poder garantir que essa retomada econômica que começou a aparecer nesses últimos meses permaneça”, ressaltou Eduardo.

Ano eleitoral

O economista ainda explicou que em 2022, por se tratar de um ano eleitoral, geralmente o setor público tende a fazer a expansão de gastos e investimentos, o que acaba retornando de forma positiva para o comércio, o que seria um fator que também pode contribuir pra que tenha uma sinalização de um período “de uma certa prosperidade”.

Apesar de que os comerciantes estão encontrando um cenário de de inflação, fazendo com que a taxa de juros fique um pouco mais alta, o que significa que o custo do crédito vai ficar mais alto para consumidores e para os próprios empresários. Isso também é um fator de risco, mas que que é menor em relação ao risco do novo coronavírus que é o principal componente.

Recorde de geração de emprego no ES

De acordo com dados da Federação do Comércio do Espírito Santo (Fecomércio-ES), depois do freio nas contratações em abril, o mês de maio apresentou recorde no saldo positivo entre admissões e demissões do ano de 2021, avançando mais uma vez na geração de empregos com carteira assinada no Espírito Santo. Em maio, o mercado de trabalho formal gerou 7.441 empregos.

O saldo positivo foi resultado da movimentação de 33.369 admissões contra 25.928 demissões, o que na comparação com o mês anterior, significou um aumento de 33,0% nas admissões, com um número de demissões apenas 6% maiores. No acumulado de janeiro a maio, o Estado acumula a criação de 24.033 postos de trabalho formais.

Os setores de Serviços (+2.322) e Comércio (+1.882) foram os que lideraram a geração de empregos no mês de maio no Estado. O Brasil avançou em 280.666 postos de trabalho formais, também com um aumento de ritmo em relação ao mês de abril.

“A quarentena abalou a confiança dos empresários para os próximos meses e isso freou a recuperação do mercado de trabalho no Estado. O comércio, um dos mais atingidos pelas medidas restritivas, diminuiu significativamente o ritmo em março e em abril já extinguiu postos de trabalho. No mês de maio obteve o segundo melhor resultado. O cenário de Pandemia e as incertezas em torno dela continuam desafiadores e a recuperação do mercado de trabalho formal depende diretamente do ritmo da atividade econômica”, disse a Fecomércio.

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