terça-feira, 17 de maio de 2022
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Número de pessoas com porte de arma no ES cresce quase 20% em um ano

Massificação do uso de armas do governo federal incentivou porte.

Cresceu em 18,7% a quantidade de capixabas com porte nos quatro primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Para você ter uma ideia, de janeiro a abril, 753 pessoas foram autorizadas a circular com armas, contra 634 no mesmo período de 2021.

Por outro lado, o número de cidadãos com posse de arma, ou seja, que podem ter o objeto, desde que ele fique dentro de casa, caiu de 2.974 para 2.822

Segundo o advogado criminalista Jonatan Schneider, uma explicação para esse crescimento é o discurso em defesa do armamento massificado pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, e muitos dos seus apoiadores.

“Muitas pessoas sabem da política armamentista do governo Bolsonaro. Portanto, mais pessoas buscam ter o porte e registro de armas. Mas acho que é importante as pessoas saberem a diferença entre porte e registro de ama. No porte de arma, a pessoa tem o direito de andar com a arma na rua. Porém, para o registro de arma, o cidadão tem direito de ter a arma em sua residência”.

Ele complementa:

“A grande falha, para mim, é em relação ao prazo de renovação do registro de arma, que subiu de 5 anos para 10 anos”, reforça o advogado criminalista Jonatan Schneider.

Ao me ver, o cidadão deveria confiar na Justiça e nas leis. Deixar para ter a arma quem realmente tem a capacidade técnica para ter”, reforça o advogado.

Confira alguns dos requisitos para o porte e registro de arma:

  •  Ter residência fixa;
  •  Não ter incidente criminal;
  • Ter trabalho lícito;
  • Fazer curso de tiro;
  • Ter feito exame psicológico.

Número de homicídios em queda no Estado

O Governo do Espírito Santo informou que fechou o ano de 2021 com o segundo menor número de homicídios desde 1996, com registro de 1.060 assassinatos. Com esse resultado, o triênio (2019, 20 e 21) passa a ser o período com menor número de mortes violentas no Estado dentro da série histórica, sendo 2019 com a maior redução, quando foram contabilizados 984 crimes, justamente o período em que foi retomado o programa Estado Presente em Defesa da Vida pelo governador Renato Casagrande.

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