Data que promove ações de combate à Violência contra as Mulheres é celebrada neste sábado (25)

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Neste sábado (25) diversos países ao redor do mundo realizam ações em alusão ao Dia Internacional para Eliminação da Violência contra as Mulheres.

A data, criada para promover a denúcia da violência contra as mulheres e estimular a criação de políticas para sua erradicação, gera debate e reflexão sobre a condição de violência vivida por inúmeras mulheres.

Recentemente, a publicação do Anuário Estadual da Segurança Pública destacou alguns dados detalhados sobre os casos de violência contra as mulheres.

O documento mostrou que em 2022, os homicídios de mulheres registrados no Espírito Santo ocorreram em sua maioria nos finais de semana (50,5%), no período noturno (51,6%) e com uso de arma de fogo (55,8%). E chamou atenção para o aumento do uso de arma branca nos últimos anos, passando de 16% em 2013, para 23,2% em 2022. Quanto à vítima, 80% são negras, na faixa etária entre 25 e 34 anos (27,4%).

Na análise dos casos de feminicídios, o Anuário indicou que eles ocorrem, em sua maioria, entre sexta-feira e domingo (60,0%) e durante o período da noite (34,3%). Maridos ou companheiros são responsáveis por cometerem 57,1% dos casos, utilizando o que estiver ao seu alcance para cometer o crime.

Apesar dos dados evidenciarem uma realidade cruel com essas mulheres, o Espírito Santo conta com algumas das Políticas Públicas de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, como a Casa Abrigo, um abrigo sigiloso e temporário voltado para mulheres vítimas de violência física, sexual e/ou psicológica, no âmbito doméstico, em risco iminente de morte e para seus filhos e filhas menores ou incapazes, que de 2006 até dezembro de 2022 já havia abrigado 760 mulheres.

O Dia 25 de novembro

O Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher foi criado visando promover denúcia dos casos de violência contra as mulheres e exigir políticas de erradicação em todos os países.

O reconhecimento da data foi realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em março de 1999 e é uma referência ao caso das irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa) assassinadas na mesma data no ano 1960 pela ditadura na República Dominicana.

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