Projeto da Ufes cria árvore solar para produção de energia sustentável

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Imagem: reprodução Ufes

Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) estão desenvolvendo um sistema de geração de energia solar diferente da disposição horizontal dos telhados ou em solo, sendo baseada na estrutura de árvores naturais.

Com a capacidade estimada de gerar 300 quilowatt-hora por mês (kWh/mês) de energia renovável o projeto prevê aumentar a produção de energia solar quando se tem pouco espaço disponível.

Com seis metros de altura e 21 placas solares, a árvore converte a energia solar com um potencial de gerar três vezes mais kWH/m² em comparação com a forma convencional.

O Parque Cultural – Casa do Governador, em Vila Velha e duas escolas técnicas da rede estadual: a CEET Vasco Coutinho, em Vila Velha, e CEET Talmo Luiz Silva, em João Neiva, serão os primeiros locais a receberem as árvores. Segundo os pesquisadores, as instalações estão previstas para o ano de 2024.

O projeto é vinculado ao Centro de Pesquisa Inovação e Desenvolvimento do Espírito Santo (CPID) em parceria com o Laboratório de Telecomunicações da Ufes (LabTel).

Segundo relatórios produzidos pelo CPID e pelo Labtel, fornecer alternativas sustentáveis para a produção de energia estimula o surgimento de cidades inteligentes no Estado.

Marcelo Segatto, coordenador do Laboratório de Telecomunicações da Ufes (LabTel) e professor do Programa de Pós-Graduação de Engenharia Elétrica, explica que a eficiência da árvore está na possibilidade de dispor várias placas solares em uma pequena área. Ele detalha ainda que “o objetivo da árvore é trazer para as pessoas, de forma lúdica, as questões relacionadas ao uso racional da energia e ao uso de energias renováveis”.

A pesquisadora do Laboratório de Gestão de Energias Renováveis do CPID (Elena) e estudante de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Ufes Lohane Palaoro detalha a estrutura da árvore solas: “o posicionamento das placas é baseado em árvores e plantas que detêm a capacidade de organizar a disposição de suas folhas para evitar que se sobreponham e provoquem sombreamento nas demais”.

A pesquisa recebe apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Espírito Santo (Fapes).

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