quarta-feira, 12 de junho de 2024
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Caso Mãe Bernadete: suspeitos de matar líder quilombola são presos na Bahia

Em coletiva, nesta segunda-feira (04), a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado da Bahia anunciou as prisões de três homens pelo envolvimento na morte da líder quilombola e ialorixá Bernadete Pacífico. O crime aconteceu na noite do dia 17 de agosto, no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

O anúncio foi feito pelo secretário Marcelo Werner, com a delegada-geral da Polícia Civil, Heloísa Brito, e a diretora-geral do DPT, a perita criminal Ana Cecília Bandeira.

Segundo a SSP, os presos têm diferentes participações no crime. Um preso é suspeito de ser um dos executores do crime, outro é suspeito por guardar as armas do crime e por porte ilegal de arma de fogo e outro por receptação dos celulares da líder quilombola e de familiares, roubados durante o homicídio.

Um dos envolvidos no crime, preso na cidade de Araçás, a 105 km de Salvador, na última sexta-feira (1º), teve o mandado de prisão cumprido por equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). “Ele fala o motivo, mas precisamos saber se isso condiz com a verdade. Qualquer informação passada agora pode não ser a verdade”, disse a delegada-geral.

Segundo a SSP disse as investigações apontam que os envolvidos são integrantes de um grupo criminoso responsável pelo tráfico de drogas e homicídios naquela região. Ainda conforme a Secretaria, há mais um suspeito que é procurado pela investigação, ele seria o segundo executor do crime. 

Apesar das prisões realizadas, o secretário Marcelo Werner informou que  ainda não é possível confirmar qual a motivação do crime. Ele explicou que a PC tem recebido diversas informações através de denúncias anônimas feitas pelo 181, que estão também sendo reportadas à equipe de investigação para apuração.

“Em relação à motivação, nós temos algumas linhas ainda de investigação em andamento, como eu falei um pouco antes, se a gente antecipar qualquer uma dessas linhas, pode ser prejudicial, vai ser prejudicial à investigação. Então, a gente segue as investigações porque existe ainda outras medidas cautelares em andamento, nós temos inclusive não só equipes trabalhando agora em campo em busca de outros elementos, de outras pessoas para serem ouvidas também” disse o secretário.

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