Foi parado pela polícia ou guarda? Saiba como se comportar

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Quem nunca foi abordado pela Polícia Militar? Se você é criado na periferia, já passou por uma situação como essa, ou ao menos viu algum conhecido levando “uma dura dos cana” – linguagem popularmente dita nos becos e vielas da vida.

O motivo pode ser o mais variado possível, desde uma ação de rotina, até uma averiguação de roubo, tráfico, por exemplo.

“Cidadão, na parede”

É preciso ter alguns cuidados, afinal, ultimamente começaram surgir casos de pessoas que reagiram a abordagem e o desfecho foi triste para os policiais. A maioria das ações das forças de segurança são demandadas pela sociedade, comunidade.

O agente da Guarda da Serra, Dinho Miranda, conta que quando ações até mesmo educativas são realizadas em bairros, sobretudo que figuram nas listas dos mapas dos crimes, muitos moradores acabam ficando contra.

“Quando ocupamos um determinado bairro, muita gente tende a se voltar contra a ação. Isso é normal, mas muitas vezes estamos ali por demanda da associação comunitária, dos grupos religiosos, dos comerciantes. É claro que vai ter alguém que não vai concordar, mas só vamos obter êxito se abordar. Não existe abordagem sem incomodar”, explicou.

“Se abordarmos um ônibus com 50 passageiros, 30 não vão gostar, mas os outros 20 vão concordar. Temos que fazer nosso trabalho”.

Agente Miranda durante abordagem a suspeito na Serra. Foto: divulgação.

“Quem não deve, não treme”

O ditado também não é tão real, afinal de contas, muito cidadão não é acostumado a ser abordado pela polícia, inclusive existe um mito de que a pessoa não é obrigada a se sujeitar a uma abordagem.

“Todo mundo quer ser juiz da sua própria lei. Às vezes vê alguma coisa na rede social, e acha que é verdadeiro, verídico”, conta Miranda.

No site da PM-ES existe uma espécie de cartilha que mostra como se comportar em casos de abordagens. Veja a seguir algumas orientações:

  • Fique calmo e aja respeitosamente;
  • Não use palavras agressivas, não faça movimentos bruscos ou que possam ser interpretados como tentativa de fuga ou de agressão;
  • Mantenha suas mãos visíveis o tempo todo;
  • Em hipótese alguma toque no policial, pois isso pode ser interpretado como uma tentativa de agressão ou fuga.

Ele ressalta ainda que é necessário que o cidadão mantenha a calma e siga as orientações do agente de segurança. “É só colaborar, ouvir o que policial, o guarda orientar. Tudo é muito rápido”, finaliza o agente.

Homem reage abordagem e atira em policiais

Um caso que chamou atenção aconteceu em junho, em São Paulo. Na ocasião, um homem reagiu a abordagem, tomou a arma de um PM e atirou. Dois policiais foram atingidos, um no rosto, e outro na perna. O homem fugiu, mas foi preso dias depois.

Em abril, uma cena semelhante, mas que teve um desfecho triste para o suspeito. O homem tentou tomar a arma do policial, mas foi baleado e morto.

Aqui no Estado, um caso emblemático foi a execução de dois policiais durante abordagem, em Cariacica. O caso chocou os capixabas. 

O perigo para os agentes de segurança é real, por isso, cada vez mais os protocolos de abordagem estão mais rígidos na finalidade de resguardar a integridade do policial. Cada Estado, município possui o seu protocolo, em diretrizes baseadas no conselho nacional de justiça, CNJ.

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