sexta-feira, 12 de agosto de 2022
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Número de armas de fogo nas mãos de civis é maior do que em órgãos públicos

O estoque de 4,4 milhões de armas nas mãos de civis e CACs (caçadores, atiradores desportivos e colecionadores) até 2021 ultrapassa a quantidade de armamentos utilizados nos órgãos públicos, segundo a 16ª edição do Anuário de Segurança Pública, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Desde 2017 houve uma defasagem “quase irrecuperável” na capacidade de monitoramento e controle na política sobre armamentos. Em 2019, esse gargalo se acentuou.

O aumento do número de armas em circulação expõe a população a perigos, uma vez que, além da maior possibilidade de disparos acidentais, há um maior risco de esses objetos serem desviados para o crime.

Em entrevista ao R7, a gerente de projetos do Instituto Sou da Paz, Natália Pollachi, explica como uma maior quantidade de armamento em poder de civis pode resultar em um possível aumento do número desses objetos no mercado ilegal.

“Quando um suspeito sabe de alguém que tem uma arma, essa pessoa se torna alvo de um crime. Se um suspeito quer obter uma arma e não pode, é com a pessoa que tem o porte legal que ele consegue”, diz.

Em outros casos, pode ocorrer de criminosos roubarem empresas de segurança, que utilizam armas de fogo. Há cerca de duas semanas, por exemplo, um grupo abordou um caminhoneiro e roubou 30 revólveres e pistolas que eram transportados para uma companhia, na região de Jundiaí, no interior de São Paulo.

Casos assim, analisa Pollachi, vêm acontecendo com frequência. “É falta de políticas públicas de segurança desde a facilitação para o porte até mesmo em um simples transporte de carga de arma”, diz.

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