quarta-feira, 10 de agosto de 2022
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Laudo dos Bombeiros: vazamento de gás causou explosão de casa em Vila Velha

O Corpo de Bombeiros (CBMES) confirmou que um vazamento de gás causou a explosão que fez desabar uma casa de três andares no bairro Cristóvão Colombo, em Vila Velha, no dia 21 de abril deste ano. Três pessoas morreram e uma ficou ferida, todas de uma mesma família. A conclusão do laudo foi divulgada nesta terça-feira (5), em coletiva de imprensa.

Mais de dois meses após o fato, a equipe do Departamento de Investigação, Pesquisa e Prevenção de Incêndios (DepIPPI) apresentou a conclusão dos trabalhos periciais no auditório do Quartel do Comando Geral dos bombeiros, na Enseada do Suá, em Vitória.

De acordo com o documento, a explosão foi provocada por “deflagração de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP)”. A estrutura do prédio entrou em colapso e o imóvel inteiro veio ao chão.

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Durante os trabalhos os bombeiros encontraram duas botijas de gás do tipo P-13, sendo que uma estava vazia. Entretanto, os motivos do vazamento e da causa da ignição permanecem desconhecidos, segundo as informações dadas na coletiva. Também podem ter contribuído para a tragédia alguns fatores adicionais. São eles:

  • Possível perda de força estrutural provocada por infiltrações;
  • Baixa ventilação do ambiente;
  • Baixo volume do ambiente;
  • Densidade de vapor do GLP do combustível maior que a do ar;
  • Estrutura da edificação foi sendo alterada ao longo do tempo, e, isso pode ter contribuído para o aumento de carga da edificação sobre as estruturas.

O Corpo de Bombeiros acrescentou que o imóvel foi construído sem um engenheiro como responsável.

Prorrogação

O laudo divulgado na manhã de hoje tinha conclusão prevista para o dia 12 de junho, mas o período de apuração foi prorrogado por mais 20 dias “devido à complexidade da investigação”.

À época, foi informado que sete oficiais e dois sargentos inspetores dos bombeiros participavam dos trabalhos, já tendo um vazamento de gás na residência como a principal linha de investigação. Permanecia apenas a dúvida sobre as circunstâncias que provocaram a explosão.

Desabamento

No dia 21 de abril, feriado de Tiradentes, o prédio de três andares Rua Antônio Roberto Feitosa, no bairro Cristóvão Colombo, em Vila Velha, veio ao chão após uma explosão ocorrida no térreo do edifício, por volta das 7 horas da manhã. Ao todo, quatro pessoas moravam na residência.

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Eduardo Cardoso, de 68 anos, a filha, Camila Morassuti Cardoso, de 34, e a neta, Sabrina Morassuti Lima, de 15 anos, morreram soterrados. Apenas Larissa Morassuti, de 37 anos, escapou com vida do meio dos escombros, resgatada pelos bombeiros.

Ela perdeu o pai, a irmã e a sobrinha, cujos corpos foram enterrados no dia 23 do mesmo mês, no cemitério Parque da Paz, na Ponta da Fruta, em Vila Velha.

Larissa foi levada imediatamente para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória. Lá, permaneceu internada em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) por cerca de seis dias, até ser levada para uma Unidade de Alta Dependência de Cuidados, por medidas de precaução. Pouco tempo depois, ainda no mesmo dia 27, recebeu alta.

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